
- Braskem (BRKM5) caiu mais 3% após tombo anterior de 5,8%
- Citi elevou preço-alvo, mas manteve visão cautelosa
- Fraqueza da demanda voltou a pressionar setor petroquímico
A Braskem (BRKM5) voltou a cair forte nesta quarta-feira (27) e ampliou as perdas após o tombo de 5,81% registrado na sessão anterior.
As ações da petroquímica encerraram o pregão em queda de 3,08%, cotadas a R$ 11,32.
Citi elevou preço-alvo, mas manteve cautela
Apesar da forte volatilidade recente, o Citi elevou o preço-alvo da companhia de R$ 10 para R$ 14.
Além disso, o banco manteve recomendação neutra para os papéis.
Os analistas também seguiram classificando a Braskem como uma empresa de alto risco devido às incertezas envolvendo estrutura de capital e cenário operacional.
Mercado petroquímico mudou rapidamente
Segundo o Citi, março e abril foram marcados por alta nos preços petroquímicos após tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Enquanto isso, maio trouxe uma mudança relevante no setor, com o mercado voltando a focar na fraqueza da demanda global.
Esse movimento pressionou novamente as perspectivas para empresas químicas e petroquímicas.
Conflito no Oriente Médio segue no radar
O banco ainda vê possíveis gatilhos positivos para a Braskem.
Entre eles, aparecem uma melhora nas condições de compra de matéria-prima e uma eventual piora nas tensões no Oriente Médio, que poderia reduzir oferta global de petroquímicos.
Mesmo assim, a volatilidade segue elevada para os papéis.
Queda acompanhou pressão no Ibovespa
Além da Braskem, o próprio Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira.
O recuo do petróleo no mercado internacional também pressionou ações ligadas ao setor, incluindo Petrobras (PETR4).