
- OceanPact (OPCT3) teve preço-alvo elevado pelo BBI
- Fusão com a CBO pode criar gigante offshore
- Banco vê potencial de valorização de até 100%
A OceanPact (OPCT3) voltou ao radar positivo do mercado após o Bradesco BBI elevar o preço-alvo das ações de R$ 10 para R$ 15 e reforçar recomendação de compra para a companhia.
O banco avalia que a fusão com a CBO pode transformar a empresa em uma das principais plataformas offshore da América Latina.
Fusão muda tamanho da companhia
Segundo o BBI, a combinação entre OceanPact e CBO criará uma gigante do setor de apoio marítimo offshore.
Além disso, a nova companhia passará a operar uma frota de 73 embarcações, tornando-se a segunda maior operadora do Brasil no segmento.
O banco também destaca que a empresa entrará no grupo das dez maiores operadoras globais do setor.
Mercado aposta em geração de caixa maior
A principal expectativa envolve melhora relevante na geração de caixa após a fusão.
O BBI projeta fluxo de caixa por ação positivo já em 2026, impulsionado por sinergias operacionais, administrativas e redução de custos.
Enquanto isso, o dividend yield médio projetado pode chegar a aproximadamente 15% entre 2026 e 2030.
Ação ainda sofre com baixa liquidez
Apesar da visão otimista, o banco reconhece que a liquidez reduzida das ações ainda representa um dos principais pontos de atenção para investidores.
Mesmo assim, a expectativa é de melhora gradual ao longo dos próximos 12 meses, principalmente com eventual redução da participação de investidores de private equity.
Além disso, o mercado acompanha a capacidade da empresa de recolocar embarcações ociosas da CBO em operação.
BBI vê forte desconto nas ações
Segundo o banco, a OceanPact negocia atualmente com desconto relevante frente a empresas globais do setor offshore.
O valuation atual também sustenta a percepção de assimetria positiva para os papéis.
No cenário mais otimista do BBI, a ação poderia alcançar R$ 20 até o fim de 2026.