
- Cosan (CSAN3) pode sofrer forte diluição via Raízen (RAIZ4)
- Goldman Sachs manteve recomendação neutra para ação
- Plano prevê divisão da Raízen em duas empresas
A Cosan (CSAN3) entrou no radar do mercado após os detalhes da reestruturação da Raízen (RAIZ4) ampliarem preocupações sobre diluição acionária e impacto no valuation da holding.
As ações da Raízen chegaram a despencar mais de 19% nesta quinta-feira (28).
Conversão de dívida preocupa mercado
O plano da Raízen prevê converter cerca de 45% da dívida reestruturada em ações da companhia.
Segundo o Goldman Sachs, o tamanho da dívida frente ao valor de mercado atual da Raízen pode provocar diluição significativa dos atuais acionistas, incluindo a Cosan.
Hoje, a dívida envolvida na reestruturação soma cerca de R$ 65 bilhões.
Goldman mantém cautela com Cosan
O banco destacou que a própria Cosan já reconheceu valor contábil zero para sua participação na Raízen no primeiro trimestre de 2026.
Além disso, o plano também menciona contingências tributárias bilionárias que podem gerar reembolsos por parte de Shell e Cosan.
Mesmo vendo méritos na reestruturação, o Goldman Sachs manteve recomendação neutra para CSAN3.
Reestruturação pode dividir Raízen
O plano ainda prevê separar a Raízen em duas empresas distintas.
Uma ficaria focada em açúcar, etanol e renováveis, enquanto a outra concentraria a operação de distribuição de combustíveis.
Segundo o Goldman, a maior parte da dívida pós-reestruturação deverá permanecer na divisão de combustíveis.