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Dólar dispara e volta a superar R$ 5,10 após surpresa no emprego dos EUA

Payroll muito acima das projeções fortalece moeda americana e reduz apostas em cortes de juros pelo Fed.

Dólar
Foto: iStock
  • Payroll mostrou criação de 172 mil vagas, acima das 85 mil esperadas
  • Dólar voltou a superar R$ 5,10 após redução das apostas de cortes de juros nos EUA
  • Tensões no Oriente Médio e cautela com tecnologia ampliaram busca por proteção

O dólar opera em forte alta nesta sexta-feira (5) e voltou a superar a marca de R$ 5,10, após a divulgação do relatório oficial de emprego dos Estados Unidos, o payroll, que veio muito acima das expectativas do mercado.

Foram criados 172 mil empregos em maio, enquanto analistas projetavam apenas 85 mil vagas, reforçando a percepção de que a economia americana continua resiliente mesmo diante dos juros elevados.

Payroll forte muda expectativas para o Fed

O resultado elevou a cautela dos investidores porque reduz a pressão para que o Federal Reserve (Fed) acelere o ciclo de cortes de juros.

Além disso, um mercado de trabalho aquecido tende a sustentar pressões inflacionárias, cenário que costuma fortalecer o dólar globalmente.

Dessa forma, os rendimentos dos títulos americanos avançaram e impulsionaram a valorização da moeda norte-americana frente a diversas divisas emergentes.

Dólar ultrapassa R$ 5,12 no mercado brasileiro

Por volta das 11h, o dólar à vista subia 1,09%, cotado a R$ 5,123 na venda.

Enquanto isso, o dólar futuro para julho, referência na B3, avançava 0,67%, negociado próximo de R$ 5,125.

O movimento ocorreu em meio à busca global por ativos considerados mais seguros após os dados americanos.

Oriente Médio e tecnologia ampliam cautela

Além do payroll, investidores seguem monitorando o conflito no Oriente Médio. As negociações entre Estados Unidos e Irã continuam sem avanço, mantendo o petróleo acima de US$ 90 por barril.

Ao mesmo tempo, ações ligadas à inteligência artificial sofreram realização de lucros após resultados abaixo do esperado da Broadcom, aumentando a aversão ao risco nos mercados internacionais.

Com isso, o fluxo global migrou para ativos defensivos, favorecendo ainda mais a valorização do dólar.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.