
- Bitcoin acumula queda superior a 27% em 2026
- Região dos US$ 60 mil é considerada suporte decisivo para o mercado
- Saídas de ETFs e liquidações ampliaram a pressão vendedora sobre a criptomoeda
O Bitcoin atravessa um dos momentos mais delicados de 2026. Após renovar sua máxima histórica em US$ 126.199, a principal criptomoeda do mercado intensificou o movimento de correção e já acumula desvalorização superior a 27% no ano, sendo mais de 13% apenas em junho.
Além disso, o ativo passou a operar próximo dos US$ 63 mil, enquanto investidores monitoram a importante região dos US$ 60 mil, considerada um dos principais suportes do mercado neste momento.
Pressão aumenta após saída de recursos e liquidações
O enfraquecimento do Bitcoin ocorre em meio à combinação de fatores negativos para os ativos digitais. As tensões geopolíticas no Oriente Médio elevaram a aversão ao risco, enquanto os ETFs americanos da criptomoeda registraram fortes saídas de recursos.
Ao mesmo tempo, quase US$ 4 bilhões em posições compradas foram liquidados nos últimos dias, ampliando a pressão vendedora sobre o mercado.
Outro fator que contribuiu para a cautela dos investidores foi a venda de bitcoins realizada pela Strategy, movimento que aumentou a volatilidade mesmo representando apenas uma pequena parcela dos ativos da companhia.
Região dos US$ 60 mil vira divisor de águas
Na análise de curto prazo, o Bitcoin segue negociando abaixo das médias móveis mais relevantes, mantendo uma estrutura de baixa.
O principal ponto de atenção permanece na faixa dos US$ 60 mil. Caso esse patamar seja perdido, o mercado poderá abrir espaço para movimentos em direção a US$ 52.550, US$ 49 mil e até níveis inferiores.
Por outro lado, uma recuperação mais consistente exigirá a superação das resistências localizadas em US$ 65 mil e US$ 70.466. Acima dessas regiões, o ativo poderá buscar novamente áreas próximas de US$ 74 mil e US$ 82 mil.
Tendência ainda inspira cautela
Na análise de médio prazo, o cenário continua pressionado. O ativo mantém uma sequência de topos e fundos descendentes desde a máxima histórica, refletindo a predominância do fluxo vendedor.
Embora alguns indicadores apontem condições extremas de sobrevenda, o mercado ainda não apresenta sinais claros de retomada da força compradora.
Dessa forma, a defesa ou a perda da região dos US$ 60 mil deve ser o principal fator para definir os próximos movimentos do Bitcoin nas próximas semanas.