
- Acordo entre EUA e Irã derruba o petróleo e reduz riscos globais
- Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3) seguem como preferidas da XP
- Cenário favorece bolsas e amplia o apetite por risco
O acordo de paz anunciado entre Estados Unidos e Irã provocou uma forte reação dos mercados nesta segunda-feira. Com a perspectiva de normalização da oferta global de petróleo, o barril do Brent caiu para perto de US$ 83, pressionando as ações das petroleiras.
Por outro lado, a redução dos riscos geopolíticos melhora o ambiente para ativos de risco e pode beneficiar mercados emergentes, incluindo o Brasil.
Petrobras sente pressão, mas segue favorita
A queda do petróleo reduz o potencial de geração de caixa de empresas como Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3), PetroReconcavo (RECV3) e Brava Energia (BRAV3).
Mesmo assim, a XP mantém Petrobras e PRIO como suas principais recomendações no setor, citando a forte geração de caixa e o potencial de retorno aos acionistas.
Além disso, a casa avalia que os preços atuais do petróleo continuam elevados o suficiente para sustentar resultados robustos nos próximos trimestres.
Bolsa ganha força com cenário de menor risco
A reabertura do Estreito de Ormuz tende a ampliar a oferta global da commodity e reduzir pressões inflacionárias ao redor do mundo.
Com inflação mais controlada, aumenta a expectativa de cortes de juros em diversas economias, cenário que costuma favorecer o mercado acionário.
Enquanto isso, investidores acompanham os próximos passos das negociações entre EUA e Irã, que ainda precisarão avançar sobre temas sensíveis como sanções econômicas e o programa nuclear iraniano.