Sem precipitações

Digimais: o que fazer com os CDBs após operação da PF? Especialistas dão resposta

Investigação contra banco controlado por Edir Macedo reacende alerta sobre aplicações que prometem retornos muito acima da média do mercado.

Banco Digimais e confiavel Confira analise
Banco Digimais e confiavel Confira analise
  • Digimais: Operação da PF elevou incertezas sobre os CDBs
  • Especialistas recomendam evitar venda imediata dos títulos
  • Caso reforça alerta sobre investimentos com retornos muito acima da média

A operação da Polícia Federal contra o Banco Digimais colocou milhares de investidores em alerta e levantou uma dúvida imediata: o que fazer com os CDBs da instituição?

Segundo especialistas ouvidos pelo mercado, a recomendação neste momento é evitar decisões precipitadas. Apesar do aumento do risco após as investigações, vender os títulos agora pode significar perdas relevantes para os investidores.

Especialistas recomendam esperar

Os CDBs do Digimais ficaram conhecidos por oferecer remunerações entre 125% e 140% do CDI, atraindo investidores em busca de retornos acima da média.

Agora, analistas avaliam que uma eventual liquidação pelo Banco Central pode se tornar uma possibilidade mais concreta. Nesse cenário, investidores com até R$ 250 mil por CPF e instituição teriam cobertura do FGC.

Por isso, a orientação predominante é aguardar o vencimento dos papéis ou eventuais desdobramentos regulatórios antes de tomar qualquer decisão.

Caso reacende alerta sobre juros elevados

Além das dúvidas sobre o futuro do banco, o episódio reforçou uma discussão recorrente no mercado financeiro.

Especialistas lembram que aplicações com rentabilidade muito acima da média normalmente carregam riscos maiores, mesmo quando contam com cobertura do FGC.

Enquanto isso, a investigação segue em andamento. A Polícia Federal apura suspeitas de manipulação de demonstrativos financeiros para ocultar a real situação da instituição, que afirma continuar operando normalmente.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.