
- Morgan Stanley elevou PRIO3 para compra e aumentou preço-alvo para R$ 71.
- PETR4 continua entre as principais recomendações do banco.
- Brava e PetroReconcavo permanecem com recomendação neutra.
A recente correção do petróleo abriu oportunidades para investidores no setor de óleo e gás, segundo o Morgan Stanley. Em relatório, o banco elevou a recomendação da PRIO (PRIO3) para compra e manteve a Petrobras (PETR3; PETR4) entre suas principais apostas na América Latina.
Apesar de reduzir suas projeções para o Brent, o banco avalia que as ações do setor passaram a precificar um cenário excessivamente pessimista, criando pontos de entrada atrativos.
Petrobras segue como principal aposta
O Morgan Stanley destaca que a Petrobras (PETR4) negocia como se o petróleo estivesse próximo de US$ 60 por barril, patamar considerado conservador diante da capacidade de geração de caixa da companhia.
O banco projeta rendimento de fluxo de caixa livre (FCF Yield) de 14,5% em 2026 e 15,2% em 2027, além de dividend yields estimados de 12% e 13,3%, respectivamente.
Mesmo após reduzir o preço-alvo dos ADRs de US$ 28,50 para US$ 26, a instituição vê potencial de valorização superior a 60%.
PRIO ganha promoção para compra
A principal mudança do relatório foi a elevação da PRIO (PRIO3) para overweight, equivalente à recomendação de compra.
Segundo os analistas, a forte queda recente das ações melhorou significativamente a relação entre risco e retorno.
Além disso, o banco destaca o avanço do projeto Wahoo e a expectativa de uma política formal de dividendos ainda em 2026 como possíveis gatilhos para valorização dos papéis.
O preço-alvo foi elevado de R$ 66 para R$ 71 por ação.
Brava e PetroReconcavo seguem neutras
Já a Brava Energia (BRAV3) manteve recomendação neutra, apesar da melhora operacional observada após o início da produção do FPSO Atlanta e da retomada de Papa-Terra.
A PetroReconcavo (RECV3) também permaneceu com recomendação neutra. O banco reconhece o potencial de dividendos da companhia, mas vê limitações relacionadas à escala operacional e à liquidez das ações.
Para o Morgan Stanley, mesmo com a expectativa de um mercado global de petróleo mais abastecido nos próximos anos, a correção recente das ações abriu oportunidades seletivas, especialmente em Petrobras e PRIO.