
- Ambev (ABEV3) divulga resultados do 2T26 em 30 de julho.
- Itaú BBA e JPMorgan esperam trimestre sólido, mas sem grandes surpresas.
- Ambos mantêm recomendação neutra e preço-alvo de R$ 17 para ABEV3.
A Ambev (ABEV3) deve apresentar um segundo trimestre sólido, impulsionado pelo desempenho da operação de cervejas no Brasil e pelos efeitos da Copa do Mundo.
Apesar disso, Itaú BBA e JPMorgan avaliam que grande parte desse cenário positivo já está refletida no preço das ações, mantendo recomendação neutra para a companhia. A cervejaria divulga seus resultados do 2T26 em 30 de julho.
Mercado espera crescimento, mas surpresa positiva ficou mais difícil
O Itaú BBA projeta Ebitda consolidado de R$ 6,5 bilhões, praticamente em linha com o consenso de mercado.
Para a divisão de cervejas no Brasil, o banco estima crescimento de 8% no volume de vendas e avanço de 6% nos preços, refletindo uma recuperação do consumo favorecida por uma base de comparação mais fraca.
Segundo os analistas, entretanto, os investidores já precificam um trimestre robusto, reduzindo o espaço para novas revisões positivas após a valorização recente dos papéis.
Bancos seguem neutros para a ação
O JPMorgan também espera resultados consistentes e projeta Ebitda de R$ 6,68 bilhões e lucro líquido de R$ 3,11 bilhões, acima do consenso da Bloomberg.
Mesmo assim, o banco ressalta que as ações negociam próximas do múltiplo considerado justo, enquanto fatores como o elevado endividamento das famílias e mudanças estruturais no consumo podem limitar o crescimento da demanda no longo prazo.
Diante desse cenário, tanto o Itaú BBA quanto o JPMorgan mantiveram recomendação neutra para a Ambev, com preço-alvo de R$ 17.