
- ETFs de renda fixa mais que dobraram em número nos últimos 12 meses.
- A classe captou R$ 27,1 bilhões no primeiro semestre de 2026.
- Patrimônio dos ETFs de renda fixa avançou de R$ 13,8 bilhões para R$ 60,8 bilhões.
Os ETFs de renda fixa ganharam ainda mais espaço entre os investidores brasileiros em meio aos juros elevados. Dados da Anbima mostram que o número desses fundos mais do que dobrou nos últimos 12 meses, refletindo a crescente busca por alternativas de baixo custo para investir em títulos de renda fixa.
Além disso, a classe respondeu por R$ 27,1 bilhões dos R$ 32,5 bilhões captados pelos ETFs no primeiro semestre de 2026, consolidando-se como um dos principais destaques da indústria de fundos.
ETFs de renda fixa aceleram crescimento
Segundo a Anbima, o número de ETFs de renda fixa saltou de 30 para 65 entre junho de 2025 e junho de 2026. No mesmo período, o patrimônio líquido desses produtos avançou de R$ 13,8 bilhões para R$ 60,8 bilhões, crescimento superior a 300%.
Enquanto isso, o mercado de ETFs como um todo também avançou. O número total de produtos passou de 137 para 202, enquanto o patrimônio da indústria dobrou e alcançou R$ 116,6 bilhões.
Para a entidade, o cenário de juros elevados continua favorecendo a demanda por produtos ligados à renda fixa.
Custos menores aumentam competição com fundos
Na avaliação da Anbima, o crescimento dos ETFs também está ligado ao menor custo em relação aos fundos tradicionais. Além das taxas reduzidas, esses produtos oferecem maior liquidez e não estão sujeitos ao mecanismo de come-cotas.
Segundo a entidade, esse avanço tende a aumentar a concorrência entre gestores, pressionando as taxas cobradas pelos fundos ativos ao longo dos próximos anos.
Com mais produtos disponíveis e mudanças na forma de remuneração dos assessores de investimentos, a expectativa é que os ETFs ampliem ainda mais sua participação no mercado brasileiro.