
- Petrobras (PETR4; PETR3) e PRIO avançaram com a disparada superior a 9% do petróleo.
- O Brent fechou a US$ 83,30 por barril, enquanto o WTI terminou a sessão em US$ 78,14.
- As tensões envolvendo o Estreito de Ormuz voltaram a elevar o risco sobre a oferta global de petróleo.
As ações de petroleiras ganharam força na B3 na segunda-feira (13), acompanhando a disparada de mais de 9% do petróleo. A Petrobras (PETR3; PETR4) e a PRIO (PRIO3) ficaram entre os destaques após o mercado voltar a precificar riscos ao transporte global da commodity.
A alta ocorreu em meio à nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e às preocupações envolvendo o Estreito de Ormuz. Como resultado, o Brent fechou em alta de 9,59%, a US$ 83,30 por barril, enquanto o WTI avançou 9,42%, para US$ 78,14.
Petrobras e PRIO avançam na B3
Entre as petroleiras, PETR3 subiu 3,44%, para R$ 45,71, enquanto PETR4 avançou 2,55%, a R$ 40,65. A PRIO, por sua vez, ganhou 3,16% e encerrou o pregão cotada a R$ 57,20.
Já a PetroReconcavo (RECV3) avançou 0,78%, para R$ 10,30. Em sentido contrário, a Brava Energia (BRAV3) caiu 0,74% e fechou a R$ 18,80.
Assim, o desempenho das ações mostrou que o impacto do petróleo mais caro não ocorreu de forma uniforme entre as companhias. Ainda assim, produtoras com maior exposição direta ao preço internacional do barril voltaram ao radar dos investidores.
Estreito de Ormuz coloca petróleo em alerta
O petróleo acelerou após novas tensões envolvendo o Irã e o transporte de energia pela região. Além disso, o mercado reagiu à perspectiva de retomada de restrições sobre rotas, portos e terminais petrolíferos iranianos.
Nesse cenário, o Brent registrou seu maior ganho diário em dólares desde abril e alcançou o maior fechamento em cerca de um mês. Portanto, o risco de interrupções no fluxo de petróleo voltou a elevar o prêmio geopolítico embutido nas cotações.
Agora, investidores acompanham a duração da escalada e seus efeitos sobre a oferta global. Caso o barril permaneça em patamares elevados, Petrobras e outras produtoras de petróleo podem continuar no centro das atenções na B3.