
Principais pontos
- Lula ampliou vantagem em nova pesquisa eleitoral e elevou a cautela do mercado.
- Ibovespa fechou em queda com aumento da percepção de risco político.
- Ânima (ANIM3) despencou cerca de 33% e liderou as perdas da Bolsa.
O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira em queda após investidores reagirem ao avanço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas para as eleições de 2026. O movimento aumentou a percepção de risco político e levou parte do mercado a reduzir exposição à renda variável brasileira.
Além disso, o levantamento mostrou Lula ampliando sua vantagem em relação à pesquisa anterior da Genial/Quaest. O cenário reforçou a leitura de que o atual presidente chega mais competitivo à disputa eleitoral, fator que pesou sobre os ativos domésticos durante a sessão.
Mercado reage ao novo cenário eleitoral
Os investidores acompanharam de perto a divulgação da pesquisa, que alterou as expectativas para a corrida presidencial. Embora diversos fatores influenciem o desempenho da Bolsa diariamente, o cenário político voltou ao centro das atenções.
Com isso, o fluxo vendedor ganhou força ao longo do pregão. A avaliação predominante entre participantes do mercado foi de que uma maior probabilidade de continuidade do atual governo pode elevar as incertezas sobre a política fiscal e a condução da economia.
Enquanto isso, o dólar também permaneceu no radar dos investidores, refletindo o aumento da cautela em relação aos ativos brasileiros diante das novas projeções eleitorais.
Ânima lidera perdas da Bolsa
A Ânima (ANIM3) registrou uma das maiores quedas do dia, despencando cerca de 33% após repercussões relacionadas à companhia, ampliando as perdas do índice. O movimento ocorreu paralelamente ao cenário político que pressionou o mercado como um todo.
Ao mesmo tempo, outras ações sensíveis ao ambiente doméstico também operaram sob pressão, acompanhando o aumento da aversão ao risco observado entre os investidores.
Assim, o pregão terminou marcado pela combinação entre fatores políticos e corporativos, mantendo a volatilidade elevada e reforçando a atenção do mercado às próximas pesquisas eleitorais e aos desdobramentos da corrida presidencial.