
- WEG (WEGE3) divulga o balanço do 2º trimestre em 22 de julho sob expectativas moderadas.
- Resultados da ABB reforçam a demanda global por infraestrutura de energia e inteligência artificial.
- JPMorgan e Citi seguem cautelosos devido ao câmbio e aos custos da expansão, mas mantêm visão positiva para o longo prazo.
A WEG (WEGE3) divulga seus resultados do segundo trimestre de 2026 na próxima quarta-feira (22) cercada por expectativas moderadas. Grandes bancos projetam um balanço pressionado pelo câmbio, pela fraqueza do mercado doméstico e pelos custos da expansão da capacidade produtiva.
Apesar desse cenário, o desempenho da ABB, uma das principais concorrentes globais da companhia, trouxe novos argumentos para quem acredita que a WEG pode surpreender positivamente o mercado.
ABB reforça tese positiva para o setor
Os resultados da ABB mostraram uma demanda robusta por equipamentos ligados à eletrificação, infraestrutura de energia e centros de dados, impulsionados pelos investimentos em inteligência artificial e transição energética.
Segundo o Itaú BBA e o Bradesco BBI, a concorrente registrou recorde de pedidos e elevou suas projeções para 2026, indicando que os fundamentos globais do setor seguem sólidos.
Além disso, a ABB conseguiu compensar parte da alta do cobre e de outras matérias-primas com reajustes de preços e ganhos de eficiência, dinâmica que também pode beneficiar a WEG nos próximos trimestres.
Câmbio e custos ainda preocupam analistas
Mesmo com o cenário favorável para o setor, JPMorgan e Citi permanecem cautelosos em relação ao balanço da WEG.
O principal motivo é a valorização do real durante o trimestre, que reduz o valor das receitas internacionais quando convertidas para reais. O JPMorgan estima que esse efeito pode reduzir entre 3% e 5% o faturamento e o Ebitda em relação às projeções anteriores.
Além disso, os investimentos para ampliar a capacidade de produção de transformadores continuam pressionando as margens no curto prazo. Segundo o Citi, os ganhos dessa expansão devem aparecer de forma mais relevante apenas a partir do segundo semestre de 2027.
Ainda assim, o Itaú BBA avalia que os resultados da ABB reforçam uma visão construtiva para a WEG no médio e longo prazo. O JPMorgan também afirma que uma eventual reação negativa do mercado após o balanço pode representar uma oportunidade de entrada para investidores com horizonte mais longo.