
Principais pontos
- Energisa (ENGI11) registrou crescimento de 3,4% no volume de energia distribuída no 2T26.
- Mercado livre avançou 9,0%, enquanto o consumo residencial e comercial continuou forte.
- Santander manteve recomendação de compra e segue otimista com a companhia.
A Energisa (ENGI11) divulgou um sólido desempenho operacional no segundo trimestre de 2026, impulsionado pelo aumento da demanda por energia em praticamente todas as regiões onde atua. Segundo o Santander, os números confirmam um trimestre forte para a companhia, embora os resultados já fossem amplamente esperados pelo mercado.
Mesmo sem esperar uma reação expressiva das ações no curto prazo, o banco manteve recomendação Outperform (compra), destacando que a empresa continua apresentando fundamentos sólidos e perspectivas favoráveis para os próximos trimestres.
Consumo de energia acelera em todas as regiões
A Energisa (ENGI11) registrou crescimento de 3,4% no volume de energia distribuída em relação ao mesmo período de 2025. De acordo com o Santander, o avanço foi favorecido pelas temperaturas mais elevadas, pelo calendário mais favorável e pela continuidade da atividade econômica em suas áreas de concessão.
Entre as regiões atendidas pela companhia, o Centro-Oeste apresentou o melhor desempenho, com crescimento de 5,0%, seguido pelo Sudeste, que avançou 4,2%. No nível das distribuidoras, as operações de Mato Grosso (EMT) e Mato Grosso do Sul (EMS) lideraram a expansão, com altas de 5,3% e 4,4%, respectivamente.
Os analistas também destacaram que o consumo permaneceu forte tanto entre clientes residenciais quanto nos segmentos comercial e industrial, reforçando a resiliência da demanda mesmo em um ambiente de juros elevados.
Mercado livre continua puxando crescimento
Outro ponto positivo apontado pelo Santander foi o desempenho do mercado livre de energia. O consumo nesse segmento avançou 9,0% na comparação anual, superando o crescimento de 2,7% observado no mercado cativo.
O relatório também mostra uma leve piora nas perdas totais de energia, que passaram para 12,28%, ante 12,01% no trimestre anterior. Ainda assim, o índice permaneceu abaixo do limite regulatório de 13,05%, indicando que a maior parte das distribuidoras continua operando dentro dos parâmetros exigidos pela Aneel.
Na avaliação do Santander, o desempenho operacional reforça a qualidade dos ativos da Energisa (ENGI11). Por isso, o banco manteve sua visão construtiva para a companhia, mesmo considerando que boa parte dos resultados já estava precificada pelo mercado.