
Principais pontos
- Copel (CPLE3) registrou alta de 7,2% na energia faturada e de 7,3% na energia distribuída no 2T26.
- Consumo residencial avançou 13,6% e foi o principal destaque do trimestre.
- Santander mantém recomendação de compra, mas acredita que o mercado já antecipava os resultados.
A Copel (CPLE3) divulgou seus dados operacionais do segundo trimestre de 2026 com crescimento acima do esperado na área de distribuição de energia. O Santander destacou o forte desempenho do consumo residencial e comercial, mas afirmou que os números já eram amplamente esperados pelo mercado, o que deve limitar uma reação mais intensa das ações.
Mesmo assim, o banco manteve recomendação Outperform (equivalente à compra), avaliando que a companhia continua apresentando fundamentos sólidos e uma trajetória consistente de crescimento operacional.
Consumo residencial impulsiona resultado
A energia faturada pela Copel (CPLE3) cresceu 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a energia distribuída avançou 7,3%. O desempenho foi sustentado principalmente pelo aumento do consumo no mercado cativo, que registrou alta de 8,0%, além do crescimento de 6,7% no mercado livre.
Entre os segmentos consumidores, o destaque ficou para o mercado residencial, cujo consumo aumentou 13,6% na comparação anual. O segmento comercial avançou 10,3%, enquanto o consumo rural cresceu 7,5%. Já o setor industrial apresentou expansão mais moderada, de 2,6%.
Segundo o Santander, esse desempenho reflete o fortalecimento da atividade econômica na área de concessão da empresa e o crescimento contínuo da base de clientes, fatores que continuam sustentando a expansão da demanda por energia.
Geração ainda apresenta desempenho mais fraco
Na divisão de geração, porém, os números foram mais modestos. As vendas de energia da Copel GT somaram 3.547 GWh, queda de 4,3% em relação ao segundo trimestre de 2025. Os complexos eólicos da companhia também registraram recuo de 3,2%, enquanto a área de comercialização apresentou leve crescimento de 0,6%.
Para os analistas, a menor geração de energia renovável foi o principal ponto de atenção do relatório operacional, embora o forte desempenho da distribuição tenha compensado parte desse efeito e preservado uma leitura positiva sobre os números do trimestre.
Apesar dos resultados sólidos, o Santander acredita que os investidores já esperavam esse desempenho operacional. Por isso, o banco avalia que a divulgação tende a ter impacto limitado sobre as ações, mantendo, ainda assim, uma visão construtiva para a Copel (CPLE3) ao longo dos próximos trimestres.