
Principais pontos
- Eneva (ENEV3) elevou a geração bruta para 2.537 GWh no 2T26 com maior despacho térmico.
- Produção de gás natural cresceu acompanhando a maior utilização das usinas da companhia.
- Santander manteve recomendação de compra e continua otimista com a empresa.
A Eneva (ENEV3) apresentou um desempenho operacional robusto no segundo trimestre de 2026, impulsionado pelo maior despacho de suas usinas termelétricas. Em relatório, o Santander afirmou que a companhia entregou um trimestre consistente, com aumento da geração de energia e indicadores operacionais sólidos, embora avalie que boa parte desse desempenho já era esperada pelos investidores.
Mesmo sem esperar uma reação significativa das ações após a divulgação dos números operacionais, o banco reiterou a recomendação Outperform (compra), destacando que a Eneva continua bem posicionada para capturar oportunidades no mercado de geração de energia.
Geração térmica ganha força no trimestre
A Eneva (ENEV3) registrou geração bruta de 2.537 GWh no segundo trimestre, beneficiada pelo aumento do despacho térmico no sistema elétrico brasileiro. O despacho médio ponderado das usinas alcançou 20%, acima dos 15% registrados no mesmo período de 2025.
O principal destaque ficou para o complexo Parnaíba, onde o despacho atingiu 47%, contra 32% um ano antes. Já a usina Jaguatirica II manteve forte desempenho operacional, mesmo com redução do despacho para 60%, após ter alcançado 76% no segundo trimestre do ano passado.
Segundo o Santander, os indicadores operacionais confirmam a eficiência dos ativos da companhia e reforçam a capacidade da Eneva de responder rapidamente ao aumento da demanda por geração térmica no país.
Produção de gás e geração solar também entram no radar
Além do desempenho das termelétricas, a Eneva produziu 0,47 bilhão de metros cúbicos de gás natural no trimestre, sendo 0,42 bilhão provenientes do complexo Parnaíba. O banco destacou que o aumento da produção acompanha a maior utilização das usinas e fortalece a integração entre os negócios de exploração de gás e geração de energia da companhia.
Na geração solar, a usina Futura 1 produziu 306 GWh de energia bruta, mas continuou enfrentando restrições operacionais (curtailment), que resultaram em perdas de 87 GWh no trimestre. Apesar disso, o impacto foi menor do que o registrado no fim de 2025, indicando uma melhora gradual desse cenário.
Na visão do Santander, a combinação entre maior despacho térmico, produção integrada de gás natural e melhora gradual nas operações solares mantém a Eneva (ENEV3) entre as principais apostas do banco para o setor elétrico, mesmo com uma reação limitada das ações no curto prazo.