Guia do Investidor
bolsa
Notícias

A Bolsa está barata? Veja o que diz o Itaú

Nos siga no Google News

Continua após o anúncio

Apesar de recente correção, Ibovespa mostra sinais de resiliência. Saques em fundos diminuem, indicando confiança do mercado.

Após um impressionante rali no final do ano, que viu o Ibovespa subir quase 20% entre novembro e dezembro, o mercado de ações brasileiro enfrenta uma leve correção, caindo 3,2% desde o início do ano. No entanto, esta queda não é vista como suficiente para alterar a tendência de alta do mercado. Analistas do Itaú BBA consideram a Bolsa brasileira ‘sobrevendida’, indicando uma potencial oportunidade de compra. Enquanto 73% das ações negociam abaixo de seu preço médio dos últimos 42 dias, a longo prazo, a perspectiva se equilibra com 50% das ações acima de sua média histórica.

Mercado Aciona Sinais de Compra Após Correção; Fundos Mostram Retomada de Confiança

O Ibovespa, após desfrutar de um robusto aumento no final do ano passado, iniciou o ano com uma correção de 3,2%. Esse movimento, embora significativo, é interpretado por analistas como uma pausa natural após os ganhos expressivos. Segundo o Itaú BBA, a recente queda reflete mais uma realização de lucros por parte de investidores que capitalizaram com o rali de fim de ano, do que uma mudança na tendência de alta do mercado a longo prazo.

Leia mais  Ibovespa a 93 mil pontos em dezembro: veja ações recomendadas

O Itaú BBA destaca que a bolsa está ‘sobrevendida’, uma condição que, embora indique um momentum negativo de curto prazo, também sugere que muitas ações estão agora sendo negociadas a preços atrativos. Essa análise é corroborada pela observação de que, enquanto a curto prazo a maioria das ações está abaixo do preço médio, no longo prazo, cerca de metade delas supera sua média histórica.

Além disso, a estabilidade do Ibovespa é atribuída à performance sólida de empresas-chave, com a Petrobras liderando o caminho, seguida por Ultrapar, Banco do Brasil, Itaú e Sabesp. No entanto, a Vale e outras grandes empresas apresentaram desempenhos negativos, influenciando a dinâmica geral do índice.

Ainda assim, a confiança parece estar retornando ao mercado, conforme indicado pela redução nos saques de fundos de ações e multimercados na semana anterior ao Carnaval. Esse movimento sugere que os investidores estão começando a ver o recente recuo do mercado como uma oportunidade de compra, em vez de um sinal de alerta.

Analistas, incluindo os do Itaú BBA e Bank of America, mantêm uma visão otimista, apontando para a necessidade de um “trigger” que poderia catalisar um maior interesse e impulsionar o mercado. Uma revisão para cima nos lucros das empresas pode servir como esse gatilho, melhorando as perspectivas e potencialmente levando a uma reavaliação positiva do Ibovespa.

Leia mais  Vendas da Trisul (TRIS3) crescem 42%, veja prévia do 3T20

O que fala outros especialistas?

Diante das atuais oscilações na bolsa de valores, onde o Ibovespa registra uma queda para 127 mil pontos, em comparação aos 134 mil pontos alcançados em dezembro – representando uma diminuição de 5% – surge uma perspectiva otimista para investidores que enxergam além das flutuações de curto prazo. Contrariando o receio comum associado a quedas no mercado acionário, este momento pode ser interpretado como uma oportunidade estratégica para aqueles que estão dispostos a aproveitar a volatilidade a seu favor. A recente retração do Ibovespa, embora possa gerar preocupações imediatas, oferece um cenário propício para análises cautelosas e decisões fundamentadas, possibilitando que investidores capitalizem em meio às oscilações do mercado.

Para analista chefe da Money Wise Research, Cleide Rodrigues, é importante entender que a queda não está necessariamente relacionada à saúde das empresas brasileiras, mas sim a eventos nos Estados Unidos que divergiram das expectativas.

“Enxergar a bolsa em declínio como uma oportunidade é fundamental, pois essa é a época em que investidores podem adquirir ações de empresas sólidas por preços mais atrativos”, pontua.

No Brasil, temos mais de 400 empresas listadas na bolsa, o que oferece uma diversidade de opções de investimento. Contudo, Cleide ressalta que não se trata de adquirir ações indiscriminadamente só porque a bolsa está em baixa no ano.

“A chave para o sucesso está em identificar e investir em boas empresas, que, ao longo do tempo, têm a tendência de se valorizar. As quedas observadas na bolsa são frequentemente influenciadas por eventos externos, como a expectativa de uma inflação mais alta nos Estados Unidos, declarações de membros do Banco Central Americano ou perspectivas de aumento nas taxas de juros no Brasil. No entanto, ao analisarmos o desempenho histórico das boas empresas, percebemos que elas tendem a acompanhar o crescimento do lucro e das cotações, indicando uma trajetória positiva no longo prazo”, afirma.

Leia mais  NY fecha em alta com otimismo nos mercados
Nos siga no Google News

DICA: Siga o nosso canal do Telegram para receber rapidamente notícias que impactam o mercado.

Leia mais

Santander reduz preço-alvo da Hapvida

Rodrigo Mahbub Santana

Americanas faz proposta para grupamento de ações

Márcia Alves

Ações da Rivian caem 8%: a culpa é da Ford

Rodrigo Mahbub Santana

Crise na Bolsa de Valores? Um alerta para a economia brasileira

Fernando Américo

O que acontece com uma nova bolsa de valores no Brasil?

Fernando Américo

Ranking das ações com maiores dividendos da bolsa

Márcia Alves

Deixe seu comentário