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Alerta: o Deutsche Bank pode seguir o mesmo rumo do Credit Suisse

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Na última sexta-feira (24), uma forte venda de ações de bancos atingiu bolsas de valores da Europa, com destaque para a queda das ações do Deutsche Bank, que chegaram a 14,5%. A situação ocorreu após o custo do seguro da dívida do banco alemão contra o risco de inadimplência saltar para o maior nível em mais de quatro anos. Os investidores olharam para o Deutsche Bank avaliando alguma vulnerabilidade ou se algum problema maior está próximo, principalmente depois do que ocorreu com Credit Suisse.

Segundo especialistas consultados pela CNN, a situação do Deutsche Bank não é tão grave quanto a do Credit Suisse. Ainda assim, a alta dos CDSs do Deutsche Bank e a queda no preço das ações refletem uma expectativa do mercado de que há problemas com o banco. Ao contrário do Credit Suisse, o Deutsche Bank apresenta margens mais confortáveis quando se trata de cobertura de liquidez e financiamento estável líquido.

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Para Gabriela Sporch, analista da Toro Investimentos, a queda acentuada das ações do Deutsche Bank se deve à disparada de seus CDSs, porém, sem um direcionador específico, e sim devido ao sentimento de desconfiança no setor bancário como um todo, depois do ocorrido com o Credit Suisse. Já Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, explica que a preocupação no mercado não é que haja vários Credit Suisses prontos para estourar, mas com bancos americanos pequenos e vulneráveis.

A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, apresentou aos líderes da União Europeia a avaliação dos desenvolvimentos econômicos e financeiros da zona do euro. Ela ressaltou que os bancos da zona do euro são resilientes porque têm fortes posições de capital e liquidez, e que o BCE pode fornecer liquidez ao sistema financeiro da zona do euro, se necessário.

A crise do Deutsche Bank não é novidade, segundo William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue. Desde a grande crise financeira de 2008, o banco alemão carrega ativos inchados e de baixa liquidez, o que o coloca em uma posição mais precária em caso de corridas bancárias, como estas que estão sendo vistas atualmente. Apesar disso, o primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz, afirmou que não há motivos para preocupações sobre o Deutsche Bank, uma vez que ele modernizou e reorganizou drasticamente sua operação e é um banco muito lucrativo.

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A crise do Deutsche Bank também afeta o mercado brasileiro. O pedido de recuperação judicial da Americanas (AMER3) aponta o nome do Deutsche Bank entre os credores da varejista. O banco alemão estaria associado à custódia de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) em ativos da Americanas, referente a crédito em moeda estrangeira para exportação, além de títulos emitidos no exterior, dos quais o banco alemão alega ser investidor. Em janeiro, o banco afirmou não ter exposição ao caso.


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