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Dividendos da Vale (VALE3) podem chegar a 14% em 2024

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A Vale (VALE3) enfrenta uma série de desafios em meio a uma conjuntura difícil. Apesar das questões envolvendo o preço do minério de ferro, a desaceleração econômica na China e os desastres ambientais em Mariana-MG e Brumadinho-MG, os analistas projetam que a posição de caixa da empresa se manterá sólida em 2024. Além disso, no cenário mais otimista, os dividendos da Vale poderiam atingir até 14%.

Os analistas de mercado observam que os dividendos robustos da Vale parecem não ter atingido o final de seu ciclo. Apesar da possibilidade de redução nos próximos dois a cinco anos, os dividendos ainda podem ser consideráveis quando comparados a outras empresas listadas na Bolsa de Valores.

Os efeitos do preço do minério e da situação econômica na China sobre os dividendos da Vale

De acordo com Felipe Paletta, sócio-fundador e analista da Monett, a perspectiva é de estabilidade para o preço do minério de ferro em 2024, mantendo-se acima de US$ 100 por tonelada. Ele ressalta que, apesar das adversidades macroeconômicas na China, a commodity permanece em um nível atraente. Isso reforça a ideia de que a Vale e as mineradoras australianas ainda exercem um forte controle sobre a oferta de minério no mercado.

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Crise Imobiliária na China causará queda nas ações da Vale (VALE3)?

por Leonardo Bruno 30/08/2023

A crise no setor imobiliário chinês gerou preocupações sobre possíveis impactos negativos nos preços dos metais, afetando mineradoras e siderúrgicas globalmente. Entretanto, a realidade atual parece estar desafiando esses receios.

Apesar da queda na construção civil na China, outros setores da economia que também são grandes consumidores de metais continuam a crescer robustamente. Essa contraposição entre as previsões pessimistas e a dinâmica atual é destacada por analistas do BTG no relatório intitulado “The Disconnect.”

De acordo com o BTG, os mercados físicos de minério e metais sugerem uma situação mais equilibrada e aquecida do que a narrativa geralmente pessimista. Um dos indicadores mais significativos, o preço do minério de ferro, tem se mantido acima de US$ 110 por tonelada, surpreendendo considerando o cenário de crise imobiliária.

A China, que responde por mais de 70% das importações mundiais de minério de ferro, possui um setor imobiliário que representa um terço desse consumo. Porém, os analistas do BTG relatam que conversas com executivos da Vale, uma das principais empresas nesse mercado, indicam que as condições econômicas na China permanecem normais e que a demanda por minério de ferro está mantendo-se sólida.

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A produção de aço bruto na China também tem demonstrado resiliência, com um crescimento de 2% desde o início do ano. Esse é o quarto ano consecutivo em que a produção supera 1 bilhão de toneladas, surpreendendo muitos que esperavam uma correção no mercado. Além disso, os estoques de minério nos portos e siderúrgicas chinesas estão em níveis historicamente baixos.

Recentemente, as ações da Vale apresentaram um desempenho positivo após o governo chinês anunciar incentivos para o mercado imobiliário. Embora ainda estejam distantes dos valores observados em janeiro deste ano, essa recuperação mostra que o mercado está atento às dinâmicas em jogo.

Enquanto a construção de imóveis residenciais enfrenta desafios, outros setores da engenharia na China permanecem em alta. Investimentos em ferrovias cresceram 25% nos primeiros sete meses do ano, fábricas de máquinas tiveram aumento de 15% e montadoras avançaram 12%, enquanto a construção de imóveis recuou 7% no mesmo período.

A mensagem é clara: embora a China enfrente desafios conhecidos, a atual atmosfera de pessimismo sobre os preços dos metais pode estar exagerada. As exportações brasileiras, incluindo minério de ferro, podem encontrar suporte em uma atividade que se mostra mais sólida do que se poderia imaginar à primeira vista.

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