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Goldman Sachs rebaixa recomendação da Dexco para ‘neutro’ após perda de market share

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A empresa Goldman Sachs rebaixou sua recomendação para a Dexco de “compra” para “neutro” devido à perda de market share da empresa e a um cenário macroeconômico desafiador. As receitas da vertical de revestimentos e da Deca, fabricante de louças e metais sanitários, caíram respectivamente 27% e 33% no ano passado, em comparação com quedas menores do mercado como um todo. O analista da Goldman, Marcio Farid, não vê nenhum catalisador de curto prazo para a ação devido ao cenário macroeconômico desafiador, aos resultados fracos da Deca e da operação de cerâmicas, e ao elevado capex da Dexco em um momento de lucros magros. A Goldman cortou o preço-alvo da Dexco em 40% para R$ 6,50 por ação. A ação está no mesmo patamar do low dos últimos cinco anos, de R$ 6,42, atingido em abril de 2020, no início da pandemia. A Dexco negocia a 7x o EV/EBITDA para este ano. A Dexco é controlada pela Itaúsa (40%) e pelos irmãos Seibel (20%), e vale R$ 5,4 bilhões na Bolsa. O downgrade vem depois da Dexco reportar um resultado fraco do quarto trimestre na semana passada, com queda de 38% no EBITDA, 10% abaixo do consenso do mercado. A queda na rentabilidade teve a ver principalmente com a derrocada dos volumes da Deca e em revestimentos, que respondem por 30% do EBITDA, e com os custos elevados. A vertical de painéis de madeira continuou resiliente, com a lucratividade melhorando e ganhos de market share. A Goldman espera que a Dexco tenha uma geração de caixa livre negativa este ano e volte para o breakeven no próximo ano. A empresa espera que algumas melhorias comecem a aparecer já este ano. A Goldman observa que a vertical Deca/Revestimentos é a maior preocupação dos investidores hoje, e que a mudança na estratégia pode demorar a se materializar, com números melhores para a divisão esperados a partir de 2024. A Dexco está comprometida com a substituição de ativos pouco eficientes devido à perda de market share e ao cenário macro, e tem um espaço limitado para aumentar a produção nos próximos anos.

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