
- B3 (B3SA3) teve preço-alvo elevado de R$ 18 para R$ 19
- JPMorgan destacou impacto positivo da recompra de ações
- Banco manteve recomendação neutra por causa dos juros elevados
A B3 (B3SA3) teve o preço-alvo elevado pelo JPMorgan após a atualização das projeções financeiras e os impactos da recente recompra e cancelamento de ações da companhia.
O banco aumentou o valuation dos papéis de R$ 18 para R$ 19 ao fim de 2026. Mesmo assim, manteve recomendação neutra para as ações por causa do cenário ainda pressionado pelos juros elevados no Brasil.
Recompra melhora percepção do mercado
O JPMorgan incorporou aos cálculos os resultados do primeiro trimestre, os números operacionais de abril e a redução expressiva das ações em tesouraria.
Após a recompra, o volume de papéis mantidos pela companhia caiu de 232 milhões para 36 milhões, movimento visto pelo mercado como positivo para geração de valor ao acionista.
Além disso, a instituição destacou que a operadora da Bolsa brasileira continua beneficiada pela posição dominante no mercado financeiro nacional e pelas elevadas barreiras de entrada do setor.
Juros seguem pressionando volumes
Apesar da revisão positiva, o banco ainda vê um ambiente desafiador para os volumes negociados na Bolsa brasileira.
Segundo os analistas, a manutenção dos juros elevados continua limitando parte da atividade do mercado de capitais e pressionando segmentos importantes para a companhia.
Ao mesmo tempo, o JPMorgan avalia que uma eventual queda da Selic poderia destravar volumes, beneficiar empresas mais alavancadas e impulsionar novamente as receitas da operadora.