
- Dólar sobe a R$ 5,30 e juros futuros avançam, adicionando cautela ao mercado
- Ibovespa sobe 0,08% e fecha aos 157.860 pontos, apoiado por VALE3 e PETR4
- Bancos recuam e limitam avanço, com ITUB4 e SANB11 em queda
O Ibovespa iniciou a segunda-feira com variação limitada, mas conseguiu avançar 0,08%, alcançando 157.860,69 pontos, sustentado principalmente pelo desempenho positivo de VALE3 e PETR4. Apesar disso, o setor financeiro voltou a exercer pressão, com grandes bancos operando de forma mista.
A sessão também é marcada pela influência dos mercados internacionais, que mostram movimentos moderados nos futuros de Wall Street, enquanto o dólar comercial sobe para R$ 5,30 e os juros futuros avançam, adicionando cautela ao pregão local.
Commodities ajudam o índice, e VALE3 e PETR4 retomam força
As ações da Vale (VALE3) sobem 0,58%, acompanhando a recuperação dos preços do minério de ferro no mercado asiático. A melhora no apetite por commodities reforça a sustentação do índice, movimento que já vinha aparecendo nas últimas sessões.
Ao mesmo tempo, Petrobras (PETR4) avança 0,34%, apoiada pela leve alta do petróleo no exterior. A estatal se beneficia de maior demanda institucional e da expectativa de estabilidade nas cotações internacionais.
Esse comportamento das gigantes de commodities acaba compensando a fraqueza de setores mais sensíveis aos juros, garantindo tração ao Ibovespa no início do dia.
Bancos operam mistos e limitam o avanço do Ibovespa
Enquanto as blue chips puxam o índice para cima, o setor financeiro atua na direção oposta. Itaú (ITUB4) recua 0,22%, enquanto Santander (SANB11) cai 0,33%, refletindo um cenário de maior aversão ao risco doméstico.
Entre as exceções, Banco do Brasil (BBAS3) opera em alta de 0,45%, sustentado pelo fluxo comprador após divulgações recentes de desempenho financeiro acima do esperado. Já Bradesco (BBDC4) trabalha praticamente estável, com baixa discreta de 0,05%.
O comportamento irregular dos bancos limita a performance do Ibovespa e reforça o ambiente de cautela com juros e câmbio no Brasil.
Exterior opera estável, mas dólar e DIs pressionam o humor local
No mercado internacional, os índices futuros dos EUA mostram direção mista. O Dow Jones Futuro cai 0,03%, enquanto o S&P 500 Futuro sobe 0,06% e a Nasdaq Futuro avança 0,14%, indicando início de pregão neutro para ativos globais.
Apesar disso, o ambiente externo não impede a valorização do dólar no Brasil. O dólar comercial sobe a R$ 5,30, refletindo preocupações fiscais e maior demanda por proteção no curto prazo. Esse movimento também impulsiona uma nova alta nos juros futuros (DIs).
A combinação de câmbio pressionado e curva de juros inclinada mantém o investidor local mais cauteloso, mesmo com a força de commodities.