
- Dólar recua para R$ 5,37 e juros futuros caem, sustentando o movimento positivo no mercado
- Ibovespa sobe 0,34%, aos 155.802,52 pontos, com bancos liderando ganhos
- VALE3 avança e PETR4 cai, mantendo pressão sobre o desempenho das blue chips
O Ibovespa voltou ao campo positivo nesta terça-feira, subindo 0,34% e alcançando 155.802,52 pontos, em um movimento de alívio após sessões marcadas por incerteza global. O pregão ganhou força especialmente com o desempenho dos grandes bancos.
Ao mesmo tempo, o cenário externo trouxe sinais mistos, enquanto o dólar voltou a recuar e os juros futuros acompanharam o movimento, dando suporte adicional ao humor local.
Ações de peso operam em direções opostas
A sessão mostrou VALE3 avançando 0,55%, impulsionada pelo desempenho do minério no exterior. Já PETR4 recuou 0,74%, seguindo ajustes no petróleo e incertezas no setor de energia.
Essa divergência entre as gigantes do índice limitou parte do avanço do Ibovespa.
Além disso, investidores monitoraram relatórios sobre demanda global por commodities, o que impactou especialmente empresas ligadas ao ciclo externo. Ainda assim, o fluxo comprador se manteve firme em setores mais defensivos.
Com esse comportamento dividido, o mercado buscou equilíbrio entre risco e proteção, ampliando a importância dos bancos no pregão.
Bancos puxam o índice e ganham protagonismo
As instituições financeiras subiram de forma consistente, com ITUB4 avançando 0,63%, SANB11 ganhando 0,51%, BBAS3 saltando 1,19% e BBDC4 subindo 0,85%. O setor refletiu a melhora na percepção macroeconômica e um giro maior de capital em nomes líquidos.
O movimento reforçou o papel dos bancos como amortecedores de volatilidade. Além disso, as projeções de queda gradual dos juros ajudaram a destravar apetite por risco, favorecendo grandes instituições.
O avanço contribuiu significativamente para manter o Ibovespa acima dos 155 mil pontos, consolidando o setor como principal força compradora do dia.
Exterior opera misto enquanto dólar cai e DIs recuam
No ambiente internacional, o Dow Jones Futuro subiu 0,01%, enquanto o S&P 500 Futuro recuou 0,06% e a Nasdaq Futuro caiu 0,18%. A movimentação discreta refletiu cautela com indicadores econômicos nos Estados Unidos.
Internamente, o dólar comercial caiu para R$ 5,37, acompanhando o maior apetite por emergentes. Os juros futuros (DIs) também recuaram ao longo da curva, reforçando o tom mais positivo para os ativos locais.
Esse conjunto de fatores ajudou a sustentar a alta do Ibovespa, apesar do comportamento fraco das bolsas internacionais.