
- Allos (ALOS3) triplica dividendos mensais e projeta DY entre 12% e 14% em 2026
- Recompra de ações e dívida mais barata ampliam retorno ao acionista
- Menor capex, redesenho de ativos e alavancagem em 1,7x sustentam a estratégia
A Allos (ALOS3) anunciou que irá triplicar os dividendos mensais a partir de 2026, com dividend yield projetado entre 12% e 14%, segundo estimativas da companhia e de analistas.
Embora o anúncio tenha ocorrido em novembro, as condições para o aumento da distribuição foram construídas ao longo de 2025, por meio de ajustes operacionais, financeiros e estratégicos.
Menor capex e revisão de investimentos
Um dos principais fatores foi a redução dos projetos de investimento, com foco em espaços menores e redesenho de áreas dentro dos shoppings.
Com isso, a companhia conseguiu reduzir o capex, melhorar o mix de lojistas e elevar a eficiência dos ativos.
Além disso, a Allos promoveu uma reorganização corporativa, após a fusão entre brMalls e Aliansce Sonae, o que ajudou a liberar caixa para distribuição.
Alavancagem cai e dívida é reperfilada
Outro pilar da estratégia foi a queda da alavancagem, que recuou para 1,7 vez a dívida líquida sobre o EBITDA.
Assim, a companhia também fez o reperfilamento da dívida, alongando prazos e reduzindo custos, com taxas abaixo do CDI.
Desse modo, esse movimento abriu espaço para realavancar de forma controlada e ampliar a remuneração ao acionista, mantendo eficiência financeira.
Dividendos e recompra de ações
Além dos dividendos mensais, a estratégia de retorno ao acionista incluiu programas de recompra de ações ao longo de 2025.
Ademais, mesmo antes do novo anúncio, o DY já girava em torno de 12%, colocando a Allos entre as maiores pagadoras de dividendos do setor.
Portanto, com isso o dividend yield passou a ser um indicador relevante para análise das empresas de shoppings, segundo o mercado.
Guidance anual e cenário defensivo
A Allos informou que fará revisões anuais de guidance, ajustando a distribuição ao cenário macroeconômico.
Além disso, para 2026, ano esperado de maior volatilidade, a companhia avalia que o setor de shoppings segue defensivo.
Por fim, em 2025, 18 shoppings do grupo superaram R$ 1 bilhão em vendas, com crescimento de vendas por metro quadrado.