Atacarejo

Assaí (ASAI3) surpreende o mercado e revela aposta ousada para virar o jogo em 2026

Varejista acelera marca própria, farmácias e serviços financeiros para sustentar ROIC e reduzir alavancagem.

assai atacadista 1
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  • Empresa aposta em marca própria, farmácias e serviços financeiros para crescer em 2026
  • Assaí reforça foco em eficiência, desalavancagem e expansão de novas categorias para elevar ROIC
  • Analistas mantêm tom positivo, mas alertam para riscos de execução e consumo fragilizado

O Assaí (ASAI3) apresentou nesta terça-feira (18) um pacote robusto de iniciativas estratégicas para atravessar o cenário macroeconômico desafiador. A empresa destacou que a pressão sobre o consumo continua forte, mas reforçou que prioriza eficiência, desalavancagem e expansão de categorias de alto potencial.

No começo da tarde, as ações caíam 2,73%, para R$ 9,26, refletindo cautela do mercado diante do ritmo lento da recuperação das vendas. Ainda assim, analistas afirmam que o plano apresentado no Dia do Investidor melhora a visibilidade sobre o rumo da companhia.

Eficiência no centro da estratégia

A XP Investimentos avalia que o Assaí reconhece o ambiente macro difícil, com SSS abaixo da inflação, mas permanece focado em extrair mais valor dos ativos atuais. O discurso reforça disciplina sobre custos administrativos e comerciais, um dos pilares para sustentar margens.

Além disso, a varejista detalhou a expansão de sua marca própria, área que tende a crescer de forma acelerada até 2026. O movimento também inclui novas farmácias no modelo store-in-store, aproveitando o fluxo de clientes e a estrutura física já existente.

Outra aposta está em serviços financeiros, que devem ganhar escala ao longo de 2026. A XP manteve recomendação de compra, alegando que o plano fortalece fundamentos no médio prazo.

Desalavancagem no foco dos bancos

O Bradesco BBI vê a estratégia como bem direcionada, especialmente por priorizar desalavancagem e retorno sobre capital (ROIC). Para o banco, a expansão para novas categorias ajuda a aumentar o tíquete médio e reforça a fidelização do consumidor. Ainda assim, aponta riscos de execução por estarem em estágio inicial.

O BBI manteve preço-alvo de R$ 13, com recomendação de compra. Já o BTG afirma que o Investor Day marca um reequilíbrio natural após anos de crescimento acelerado e destaca que o desafio está em elevar vendas mesmas lojas acima da inflação, preservando margens.

O Assaí reafirmou que quer encerrar 2025 com alavancagem de 2,6x Dívida Líquida/Ebitda e seguir com capex disciplinado, R$ 700 milhões em 2026, menor que em anos anteriores. O BTG manteve preço-alvo de R$ 14 e recomendação de compra.

Novos segmentos e aposta em farmácias

O Itaú BBA reforça que a tese do Assaí segue apoiada na conversão de caixa e na desalavancagem. Para o banco, a entrada em segmentos leves em ativos, como farmácias e marca própria, melhora o mix e escala comercial. O Itaú manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 13.

O JPMorgan destacou o potencial do segmento de produtos de saúde, impulsionado pelo envelhecimento populacional e pela alta frequência de compras. Segundo o banco, medicamentos para pacientes crônicos representam 80% das vendas, garantindo fluxo previsível para o canal.

Além disso, o Assaí vê oportunidade em categorias de higiene, perfumaria e cosméticos (HPC), incluindo protetores solares. A empresa testa sistemas e avalia parcerias com redes estabelecidas, embora priorize expansão própria.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.