
- Axia Energia (AXIA3) acumula mais de R$ 3,7 bilhões parados em fundos
- Apenas 5 dos 247 projetos previstos foram concluídos
- Recursos deveriam financiar saneamento e revitalização ambiental
A Axia Energia (AXIA3) enfrenta pressão após bilhões ligados à privatização da antiga Eletrobras permanecerem praticamente parados em fundos destinados a saneamento, revitalização ambiental e redução do custo de energia.
Os mecanismos acumulam mais de R$ 3,7 bilhões, porém menos de 20% desse valor foi efetivamente executado até agora. Além disso, a maioria dos projetos aprovados ainda não saiu do papel.
Recursos avançam lentamente e obras seguem travadas
Dos 247 projetos contemplados pelos fundos, apenas cinco foram concluídos até o momento. Enquanto isso, cerca de 145 iniciativas sequer começaram.
O caso mais emblemático envolve o fundo das bacias do São Francisco e Parnaíba, que já recebeu aproximadamente R$ 1,5 bilhão, mas executou somente R$ 54 milhões.
Além disso, parte relevante dos recursos desembolsados retornou para a própria companhia na forma de ressarcimentos administrativos e tributários, movimento que aumentou o escrutínio sobre a gestão dos fundos.
Governo e companhia tentam acelerar projetos
A companhia afirmou que os projetos dependem de etapas técnicas, ambientais e regulatórias complexas antes da execução definitiva.
Segundo a empresa, muitas propostas chegam incompletas ou em estágio inicial, exigindo ajustes antes da contratação das obras. O governo federal também declarou que o processo segue critérios rigorosos de compliance e monitoramento.
Mesmo assim, os atrasos ampliam a pressão sobre a companhia, principalmente porque os fundos foram uma das principais contrapartidas da privatização da antiga estatal elétrica.