
- Azul (AZUL3) enfrenta disputa judicial de R$ 35 milhões
- Banco Pine questiona efeitos do Chapter 11 no Brasil
- Justiça de São Paulo deu decisão favorável ao banco em primeira instância
A Azul (AZUL3) voltou ao radar dos investidores após uma disputa judicial envolvendo uma dívida de aproximadamente R$ 35 milhões com o Banco Pine.
O valor está relacionado a contratos de derivativos firmados entre 2023 e 2024 e ficou fora do processo de recuperação da companhia nos Estados Unidos.
Banco questiona efeitos da recuperação no Brasil
A companhia aérea entrou com pedido de proteção sob o Chapter 11 em maio de 2025 e concluiu sua reestruturação em fevereiro deste ano.
Na visão da Azul, os efeitos do processo também deveriam ser reconhecidos automaticamente no Brasil, incluindo a suspensão das cobranças relacionadas à dívida.
O Banco Pine, porém, argumentou que seria necessário o reconhecimento formal da recuperação pela Justiça brasileira para que os efeitos tivessem validade no país.
Justiça dá vitória inicial ao Pine
A tese do banco foi acolhida pela Justiça de São Paulo em decisão proferida em 27 de maio.
Com isso, a cobrança da dívida permanece em discussão, embora a companhia ainda possa recorrer às instâncias superiores.
O caso adiciona mais um capítulo ao processo de reorganização financeira da Azul, que segue sendo acompanhado de perto pelo mercado.