Crise societária

Azzas (AZZA3) confirma Itaú BBA, mas tenta frear rumores de cisão entre sócios

Companhia admite contratação do banco para avaliar alternativas estratégicas, enquanto disputa interna aumenta pressão sobre ações.

Azzas (AZZA3) confirma Itaú BBA, mas tenta frear rumores de cisão entre sócios
  • Azzas 2154 confirmou contratação do Itaú BBA
  • Companhia negou definição sobre possível cisão entre sócios
  • Disputa judicial envolvendo Roberto Jatahy reacendeu preocupações de governança

A Azzas 2154 (AZZA3) confirmou à CVM que contratou o Itaú BBA para avaliar potenciais alternativas estratégicas envolvendo ativos e controladas da companhia.

Apesar disso, a dona de marcas como Reserva negou que exista qualquer definição sobre uma possível cisão entre os sócios ou separação de negócios.

Companhia tenta conter ruídos no mercado

Segundo a varejista, o trabalho contratado possui caráter preliminar e exploratório, focado em análises econômico-financeiras e possíveis estruturas estratégicas.

Além disso, a empresa destacou que ainda não há decisão sobre implementação, formato ou viabilidade de qualquer transação potencial.

O esclarecimento veio após o mercado intensificar especulações envolvendo conflitos internos entre os principais acionistas da companhia.

Disputa judicial reacende alerta de governança

Nos últimos dias, as ações da Azzas 2154 passaram a sofrer maior pressão depois que Roberto Jatahy acionou a Justiça em meio a disputas envolvendo a marca Reserva.

Além disso, a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro determinou a manutenção da estrutura operacional existente até abril de 2026.

A decisão também manteve Jatahy no cargo de Chief Brand Officer (CBO), além da gestão interina das unidades de vestuário feminino e masculino.

JPMorgan vê cenário mais conservador

Para o JPMorgan Chase, o novo embate reforça preocupações sobre governança e pode dificultar avanços operacionais e captura de sinergias após a fusão.

O banco destacou que o mercado vinha apostando em um ambiente mais estável internamente, cenário que agora ficou mais incerto.

Mesmo assim, a instituição manteve recomendação neutra para AZZA3, com preço-alvo de R$ 24,50.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.