
- B3 (B3SA3) teve operação contestada pela área técnica do Cade
- Órgão recomendou veto à compra de 60% da CRDC
- Mercado monitora impacto regulatório sobre expansão da companhia
A B3 (B3SA3) enfrentou um novo obstáculo regulatório após a Superintendência-Geral do Cade recomendar a reprovação da compra de 60% da CRDC, empresa ligada ao registro de direitos creditórios.
A operação envolve a aquisição da participação atualmente detida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), além de uma parceria estratégica entre as companhias.
Cade vê risco concorrencial
A recomendação da área técnica do Cade aumenta a pressão sobre a operação, que vinha sendo acompanhada de perto pelo mercado financeiro.
Além disso, o caso reacende discussões sobre concentração de mercado e poder competitivo da operadora da Bolsa brasileira em segmentos ligados à infraestrutura financeira.
A avaliação final ainda dependerá do tribunal do Cade, porém a posição da superintendência costuma ter peso relevante nas decisões do órgão antitruste.
Mercado monitora impacto estratégico
A CRDC atua no registro de direitos creditórios, atividade considerada estratégica para o mercado financeiro e para operações de crédito estruturado.
Enquanto isso, investidores acompanham o caso para entender possíveis impactos sobre os planos de expansão da companhia em novos segmentos financeiros.
O episódio também reforça o escrutínio regulatório crescente sobre a empresa, que já domina áreas importantes da infraestrutura do mercado de capitais brasileiro.