
- Banco do Brasil (BBAS3) avalia alongar dívidas do agronegócio
- Risco de aumento de capital e venda de ativos volta ao radar
- Inadimplência no agro sobe e pressiona resultados
O Banco do Brasil (BBAS3) avalia medidas de alívio financeiro para produtores rurais afetados pelos impactos da guerra no Oriente Médio, segundo fontes de mercado.
A principal alternativa em discussão seria a extensão de prazos de empréstimos, permitindo o adiamento de pagamentos. Ainda assim, o banco afirmou que não há estudo ou demanda formal envolvendo ações específicas relacionadas ao conflito.
Risco de pressão no balanço volta ao radar
O movimento levanta preocupação entre investidores, já que pode impactar diretamente o capital do banco.
Recentemente, a instituição já precisou renegociar cerca de R$ 35,5 bilhões em dívidas do agronegócio, após eventos climáticos extremos elevarem a inadimplência.
Com isso, cresce o risco de medidas adicionais, como venda de ativos ou até aumento de capital, voltarem ao radar.
Inadimplência e guerra elevam incertezas
A inadimplência acima de 90 dias subiu para 5,17% em 2025, com destaque para o agro, que atingiu 6,09%.
Além disso, o banco monitora os efeitos da guerra sobre o comércio global, especialmente possíveis impactos no Estreito de Ormuz e nos custos de exportação.
Assim, novas medidas de suporte ao setor podem aliviar produtores, mas aumentam a preocupação com a solidez do balanço do BBAS3.