Risco climático

Banco do Brasil (BBAS3) entra no radar do BofA após alerta de “Super El Niño” no agro

Fenômeno climático pode elevar inadimplência rural, pressionar provisões e afetar lucro do banco estatal.

Banco do Brasil (BBAS3) entra no radar do BofA após alerta de “Super El Niño” no agro
  • Banco do Brasil (BBAS3) teve recomendação de venda reforçada pelo BofA
  • Super El Niño pode elevar inadimplência no agronegócio
  • BB Seguridade (BBSE3) e Porto Seguro (PSSA3) também entram no radar

O Bank of America reforçou recomendação de venda para o Banco do Brasil (BBAS3) após alertar para os possíveis impactos de um Super El Niño sobre o agronegócio brasileiro e o sistema financeiro.

Segundo o relatório, o fenômeno climático pode provocar perdas relevantes na produção agrícola entre 2026 e 2027. Com isso, bancos mais expostos ao crédito rural podem enfrentar aumento da inadimplência e necessidade maior de provisões.

Agro preocupa mercado financeiro

De acordo com o BofA, eventos intensos de El Niño costumam trazer excesso de chuvas para o Sul e clima mais seco e quente no Centro-Oeste. Dessa forma, culturas como soja e milho ficam diretamente pressionadas.

Ao mesmo tempo, o cenário atual já combina juros elevados, margens apertadas e aumento dos custos de fertilizantes após tensões geopolíticas globais.

Além disso, o banco afirmou que produtores rurais podem enfrentar deterioração adicional no fluxo de caixa caso o fenômeno climático se intensifique nos próximos meses.

Banco do Brasil lidera exposição

Segundo os analistas, o Banco do Brasil (BBAS3) aparece como a instituição mais vulnerável devido à elevada exposição ao agronegócio dentro da carteira de crédito.

Por outro lado, ABC Brasil e Banrisul também foram citados entre os bancos mais expostos ao setor rural.

O relatório ainda aponta que maiores renegociações de dívida e aumento dos índices de inadimplência podem pressionar lucros até os ciclos de 2027 e 2028.

Seguradoras também entram no radar

O impacto climático também preocupa o setor de seguros. Segundo o BofA, chuvas acima da média tendem a elevar sinistros em seguros rural, residencial e automotivo.

Nesse cenário, BB Seguridade (BBSE3) e Porto Seguro (PSSA3) aparecem entre as companhias mais vulneráveis. Enquanto isso, Caixa Seguridade (CXSE3) foi apontada como alternativa mais defensiva devido à menor exposição ao risco climático.

Agora, investidores acompanham as projeções climáticas e os impactos potenciais sobre crédito rural, inadimplência e resultados do setor financeiro.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.