
- Banco do Brasil (BBAS3) sofre com crise no agro e fertilizantes
- Alta das commodities pode compensar impacto e ajudar lucros
- Dividendos dependem da evolução da inadimplência
O Banco do Brasil (BBAS3) entrou no radar após a crise no Oriente Médio pressionar o agronegócio, principal cliente do banco. O bloqueio no Estreito de Ormuz elevou o custo de fertilizantes e aumentou o risco no setor.
Ao mesmo tempo, analistas divergem sobre os impactos. Enquanto alguns veem deterioração da carteira, outros apontam que a alta das commodities pode favorecer produtores e melhorar os resultados do banco.
Banco do Brasil sente pressão do agro
O agro representa cerca de um terço da carteira de crédito do banco. Nesse sentido, o aumento de custos e a inadimplência elevam o risco da operação.
Além disso, juros altos e recuperações judiciais já pressionavam o setor. Agora, o choque nos fertilizantes adiciona mais incerteza.
Por outro lado, a alta das commodities pode compensar parte desse efeito. Ou seja, produtores podem manter margens mesmo com custos maiores.
Guerra pode ajudar lucros e dividendos
Em um cenário de preços elevados para soja e milho, o produtor tende a gerar mais caixa. Nesse caso, o Banco do Brasil (BBAS3) pode reduzir a inadimplência e melhorar resultados.
Enquanto isso, medidas do governo devem injetar liquidez no setor. A liberação de crédito pode aliviar o balanço do banco.
Por fim, os dividendos entram no radar. Caso a inadimplência suba, o banco pode reter lucros; porém, se o agro reagir, o payout pode se manter atrativo.