
- Lucro de R$ 5,7 bi supera projeções do mercado
- Provisões elevadas e agro pressionam qualidade do crédito
- Guidance de 2026 aponta recuperação moderada
O Banco do Brasil (BBAS3) superou as projeções no 4T25, ao registrar lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, acima dos R$ 4,5 bilhões esperados pelo mercado. Apesar disso, o número ainda representa queda anual de 40%.
No pregão seguinte, a ação chegou a saltar mais de 7%, porém perdeu força ao longo do dia. Assim, o mercado reagiu ao lucro maior, mas manteve cautela com a qualidade dos ativos, especialmente no agronegócio.
Lucro cresce no trimestre, mas provisões seguem elevadas
O banco elevou o ROE para 12,4%, acima dos 8,4% do trimestre anterior. Além disso, a margem financeira avançou, o que ajudou a impulsionar o resultado operacional.
No entanto, as provisões permaneceram em R$ 18 bilhões, enquanto o índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 5,2%, pressionado pelo agro. Dessa forma, a melhora sequencial não eliminou os riscos no crédito rural.
Analistas destacaram que parte da surpresa veio de efeito tributário positivo. Portanto, embora o lucro tenha superado expectativas, a qualidade do resultado ainda divide opiniões.
Guidance de 2026 indica recuperação gradual
Para 2026, o banco projeta lucro entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões, com ROE próximo de 14% no ponto médio. Assim, a administração sinaliza retomada, porém em ritmo moderado.
Apesar disso, casas como XP e BBI mantêm postura cautelosa, pois o crescimento do crédito segue lento e o agro ainda pressiona indicadores. Por outro lado, parte do mercado entende que o cenário já estava amplamente precificado.
Com isso, o papel tende a oscilar conforme o tom da gestão sobre qualidade dos ativos e provisões nos próximos trimestres.