Bancões pressionados

BBAS3, BBDC4, ITUB4 ou SANB11? Veja qual bancão mais decepcionou no 1º trimestre

Temporada dos grandes bancos terminou com pressão em lucro, provisões maiores e reação negativa do mercado.

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  • Banco do Brasil (BBAS3) foi visto como maior decepção da temporada
  • Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) também frustraram mercado
  • Itaú (ITUB4) entregou resultado mais resiliente entre os bancões

A temporada de resultados dos grandes bancos brasileiros terminou com um sentimento comum entre analistas: o setor entregou números mais fracos no primeiro trimestre de 2026.

Segundo avaliações do Bank of America, mesmo os bancos que mostraram balanços considerados sólidos não conseguiram animar o mercado diante do aumento das provisões, desaceleração das receitas e piora gradual da qualidade de crédito.

Banco do Brasil liderou decepção

O maior impacto negativo veio do Banco do Brasil (BBAS3). O banco estatal registrou queda de 54% no lucro líquido do trimestre e ainda revisou para baixo o guidance de lucro para 2026.

Além disso, analistas do Bradesco BBI apontaram que as despesas com provisões vieram muito acima do esperado, pressionando fortemente o resultado.

Ao mesmo tempo, o mercado segue preocupado com a exposição elevada ao agronegócio e possíveis impactos climáticos sobre inadimplência rural.

Bradesco melhora, mas mercado não compra tese

O Bradesco (BBDC4) mostrou melhora operacional e avanço no retorno sobre patrimônio pelo nono trimestre consecutivo.

Por outro lado, investidores reagiram negativamente ao balanço diante de sinais de deterioração na qualidade da carteira de crédito e consumo maior de capital.

Além disso, o mercado passou a questionar a sustentabilidade da recuperação operacional no atual ambiente de juros elevados.

Santander segue atrás dos rivais

O Santander Brasil (SANB11) também decepcionou. O lucro recorrente caiu na comparação trimestral e anual, ficando abaixo das expectativas do mercado.

Segundo o Goldman Sachs, o resultado foi pressionado principalmente pela piora da qualidade dos ativos e desempenho mais fraco das receitas de crédito.

Dessa forma, o banco segue apresentando rentabilidade inferior à de rivais como Itaú e Bradesco.

Itaú foi o menos ruim

Entre os bancões, o Itaú Unibanco (ITUB4) apareceu como o resultado mais resiliente da temporada.

Mesmo assim, nem os números considerados positivos foram suficientes para impulsionar as ações do setor.

Segundo o JPMorgan, o diferencial do Itaú segue sendo a inadimplência mais controlada em comparação ao restante da indústria bancária.

Agora, investidores acompanham os próximos trimestres atentos à evolução da inadimplência, provisões e desaceleração econômica no Brasil.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.