
- Bitcoin caiu para cerca de US$ 67.700, menor nível desde abril
- ETFs registraram saídas líquidas de aproximadamente US$ 3,45 bilhões
- Faixa entre US$ 65 mil e US$ 68 mil surge como principal suporte
O Bitcoin iniciou junho sob forte pressão e ampliou as perdas acumuladas ao longo de maio. Após encerrar o mês passado com recuo de 3,5%, a principal criptomoeda do mercado caiu abaixo de US$ 70 mil e atingiu seu menor patamar desde abril.
Por volta da madrugada desta terça-feira (2), o ativo era negociado próximo de US$ 67.700, acumulando desvalorização de cerca de 22% em 2026.
Três fatores pressionam o mercado
A queda ganhou força após uma sequência de saídas dos ETFs de Bitcoin negociados nos Estados Unidos.
Segundo estimativas do JPMorgan, os fundos registraram retiradas líquidas de aproximadamente US$ 3,45 bilhões em 11 pregões consecutivos, marcando a pior sequência desde o lançamento dos produtos em 2024.
Além disso, a alta do petróleo e as preocupações com inflação fortaleceram as apostas de que o Federal Reserve poderá manter uma postura mais rígida nos juros, reduzindo o apetite por ativos de maior risco.
Venda da Strategy aumenta pressão
Outro fator que pesou sobre o mercado foi a divulgação de que a Strategy vendeu 32 Bitcoins entre os dias 26 e 31 de maio.
Embora a operação represente uma parcela mínima dos mais de 843 mil Bitcoins mantidos pela companhia, a notícia provocou forte reação emocional dos investidores e acelerou a realização de lucros no mercado.
Analistas destacam que o impacto financeiro da venda é praticamente irrelevante, mas o efeito psicológico ajudou a aumentar a volatilidade.
Onde está o próximo suporte?
Segundo análises de mercado, a perda da região dos US$ 72 mil abriu espaço para novas correções no curto prazo.
A faixa entre US$ 65 mil e US$ 68 mil aparece agora como uma das principais regiões de suporte, onde investidores podem tentar interromper o movimento de baixa.
Enquanto isso, o mercado acompanha os fluxos dos ETFs e o cenário macroeconômico global para avaliar se a correção atual representa apenas um ajuste temporário ou o início de uma queda mais prolongada.