Fluxo cauteloso

BofA faz alerta sobre fluxo estrangeiro no Brasil e diz que entrada é ‘dinheiro tático’

Executivo do Bank of America afirmou que movimento atual reflete excesso de liquidez global e não uma aposta estrutural no país.

bofa
bofa
  • Bank of America (BofA) afirmou que fluxo atual para o Brasil é majoritariamente “tático”.
  • Movimento estaria ligado ao excesso de liquidez no mercado internacional.
  • Mercado monitora risco de volatilidade no capital estrangeiro.

O Bank of America (BofA) avaliou que parte relevante do capital estrangeiro entrando no Brasil atualmente possui perfil mais oportunista e de curto prazo.

Segundo Alexandre Bettamio, codiretor de investimentos globais da instituição, o fluxo observado no mercado brasileiro é principalmente “dinheiro tático”, impulsionado pela liquidez considerada extraordinária no cenário internacional.

Fluxo pode ser mais volátil

A declaração reforça a percepção de que parte dos investidores estrangeiros continua operando de maneira mais cautelosa em relação aos ativos brasileiros.

Além disso, o movimento sugere que o capital atual estaria mais ligado à busca global por retorno e oportunidades pontuais do que a uma mudança estrutural de visão sobre o país.

Nesse cenário, o mercado acompanha o risco de maior volatilidade caso o ambiente externo perca liquidez ou o apetite global por risco diminua.

Brasil continua no radar global

Ao mesmo tempo, o Brasil segue atraindo atenção internacional por conta dos juros elevados, diferencial de taxa em relação a economias desenvolvidas e valuations considerados descontados em parte da Bolsa.

Além disso, o ambiente de forte liquidez global vem sustentando fluxo para mercados emergentes, mesmo em meio a incertezas fiscais e econômicas locais.

Com isso, investidores continuam monitorando a sustentabilidade da entrada de recursos estrangeiros na renda variável brasileira ao longo dos próximos meses.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.