Compras confirmadas

Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) avançam sobre crédito público e revelam compras do BRB

Bancos confirmam aquisições de carteiras de empréstimos a estados e municípios após questionamento da CVM.

Foto: Júlia Aguiar/ Agência O Globo.
Foto: Júlia Aguiar/ Agência O Globo.
  • Volume é menor que R$ 1 bilhão citado em reportagem, segundo bancos
  • Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) confirmam compra de crédito do BRB
  • Operações envolvem empréstimos a estados e municípios com menor risco

O Bradesco (BBDC4) confirmou que vem adquirindo carteiras de crédito do Banco de Brasília (BRB), em conjunto com o Itaú Unibanco (ITUB4). A operação envolve empréstimos concedidos a estados e municípios, com divisão igual entre os bancos.

A resposta veio após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que pediu esclarecimentos sobre reportagem indicando negociação de cerca de R$ 1 bilhão. Segundo o Bradesco, o volume efetivamente adquirido é inferior ao citado.

Estratégia mira crédito com menor risco

O movimento reforça a estratégia dos grandes bancos de ampliar exposição a operações com menor risco de crédito, já que esses financiamentos contam com garantias públicas ou aval da União.

Além disso, a aquisição dessas carteiras permite crescimento mais rápido da carteira sem necessidade de originação própria. Dessa forma, os bancos conseguem otimizar capital e melhorar retorno ajustado ao risco.

Por outro lado, o Bradesco destacou que as compras ocorrem de forma recorrente, mas sem detalhar valores exatos ou cronograma das operações.

CVM entra no radar e mercado acompanha

O questionamento da Comissão de Valores Mobiliários surgiu após reportagem apontar negociação bilionária envolvendo o BRB. O regulador acionou o Bradesco e o Itaú Unibanco para esclarecer os fatos.

Ainda assim, os bancos reforçaram que as operações existem, mas em montante menor do que o divulgado inicialmente. O formato em consórcio, com divisão de 50% para cada instituição, também foi confirmado.

Com isso, o mercado passa a monitorar se novas aquisições desse tipo podem ganhar escala, especialmente em um cenário de busca por ativos mais seguros e previsíveis no sistema financeiro.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.