
- BradSaúde (SAUD3) estreia em alta na B3 após lucro de R$ 1,3 bilhão no 1T26
- ROAE de 24,8% e melhora na sinistralidade sustentam leitura positiva do resultado inicial
- Analistas divergem: BTG vê compra, enquanto Goldman Sachs mantém recomendação de venda
A BradSaúde (SAUD3) subiu nesta terça-feira (5) em seu primeiro dia de negociação na B3 sob o novo ticker. Além disso, o papel reagiu positivamente à divulgação de um lucro líquido de R$ 1,308 bilhão no 1º trimestre de 2026.
Assim, o mercado iniciou a precificação da nova estrutura após a consolidação dos ativos de saúde do Bradesco e da Odontoprev. Ao mesmo tempo, o desempenho inicial reforçou otimismo de parte dos analistas.
Resultado forte no 1T26 sustenta tese, mas base comparativa ainda é limitada
O lucro reportado representou cerca de 32% da estimativa anual de R$ 4,1 bilhões, acima da média histórica do trimestre. Além disso, o ROAE atingiu 24,8%, indicando alta rentabilidade.
Dessa forma, o resultado sugere viés positivo para revisões futuras. Ao mesmo tempo, o BTG Pactual avaliou o desempenho como sólido e acima do consenso.
A sinistralidade também mostrou melhora relevante no período. Assim, a eficiência operacional ganhou destaque no início da operação combinada.
Seguros e odontologia mostram forças opostas no resultado consolidado
Na divisão odontológica, a Odontoprev teve pressão de margens, apesar da melhora na sinistralidade. Além disso, custos administrativos mais altos limitaram o desempenho.
Dessa forma, o lucro da unidade caiu, mesmo com crescimento de base de clientes. Ao mesmo tempo, a expansão comercial ajudou a sustentar a receita.
Já a Bradesco Saúde apresentou avanço consistente, com alta de 8,6% nos prêmios. Assim, o segmento foi o principal motor do lucro consolidado.
Mercado divide visão sobre valorização da BradSaúde
O BTG Pactual mantém visão positiva e recomenda compra, destacando posicionamento estratégico e crescimento estrutural. Além disso, enxerga potencial de revisão positiva de lucros.
Dessa forma, a ação negocia a múltiplos considerados atrativos para o setor. Ao mesmo tempo, parte do mercado vê espaço para reprecificação.
Por outro lado, o Goldman Sachs mantém recomendação de venda, citando pressão em margens e valuation elevado. Assim, o consenso ainda não é uniforme entre analistas.