Capital internacional

Brasil vira “novo ouro”? BofA aponta corrida global por ativos brasileiros

Com Ibovespa perto dos 200 mil pontos, banco vê país como destaque entre emergentes.

Economia Brasileira
  • Riscos fiscais e inflação ainda limitam cenário de juros
  • BofA aponta Brasil como “novo ouro” entre mercados emergentes
  • Fluxo estrangeiro e commodities impulsionam bolsa e real

O Bank of America (BofA) elevou o tom otimista com o Brasil e destacou que o país vem sendo tratado por investidores globais como um possível “novo ouro”. O movimento ocorre enquanto o Ibovespa se aproxima dos 200 mil pontos, impulsionado por fluxo estrangeiro.

Além disso, o banco aponta que tanto o real quanto as ações brasileiras seguem superando outros mercados emergentes. Mesmo após o forte rali recente, investidores internacionais continuam confortáveis em manter exposição ao país.

Fluxo estrangeiro e commodities impulsionam o Brasil

O Bank of America identifica quatro fatores principais por trás desse movimento. Entre eles estão a baixa alocação histórica na América Latina, o papel da região como fornecedora de commodities estratégicas, além do dólar mais fraco no cenário global.

Ao mesmo tempo, a percepção de mudanças políticas em diversos países também contribui para o apetite por risco. No caso brasileiro, o destaque fica para o forte fluxo estrangeiro, que sustenta tanto a bolsa quanto o câmbio.

Assim, o Brasil chega a ser visto, em alguns momentos, quase como um ativo de menor risco dentro dos emergentes, o que reforça o interesse global.

Juros e riscos entram no radar

Apesar do otimismo, o banco mantém cautela no cenário de juros. A instituição revisou a projeção do IPCA de 2026 para 5%, acima dos 4% anteriores, o que pode limitar cortes mais rápidos da Selic.

Ainda assim, o BofA vê assimetria positiva nos juros, especialmente em cenários de melhora externa ou ambiente político mais previsível. Títulos atrelados à inflação, por exemplo, seguem atrativos no curto prazo.

Por outro lado, riscos permanecem. Uma possível alta do dólar, pressões fiscais ou novas medidas de estímulo podem afetar o cenário. Mesmo assim, o banco reforça que o Brasil segue bem posicionado no contexto global.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.