Situação delicada

Braskem (BRKM5) perde força e entra em zona perigosa: ação pode cair mais?

Empresa testa suportes após correção forte e acende alerta no curto prazo.

Braskem (BRKM5) perde força e entra em zona perigosa: ação pode cair mais?
  • Braskem (BRKM5) perde LTA e entra em zona de indefinição no curto prazo
  • Suportes em R$ 9,52 e R$ 8,62 são decisivos para evitar novas quedas
  • Tendência estrutural ainda é de baixa, apesar da recuperação em 2026

As ações da Braskem (BRKM5) entraram em um momento mais delicado no curto prazo após perderem a linha de tendência de alta (LTA). Depois de falhar na região de R$ 13,78, o papel devolveu ganhos e voltou para perto de R$ 9,82, indicando perda clara de força compradora.

Além disso, o movimento recente mostra uma rejeição na última sessão, com maior atuação de vendedores. Assim, o ativo passa a operar em uma zona de indefinição, o que exige cautela redobrada nas próximas sessões.

Curto prazo pressiona e define próximos movimentos

No curto prazo, a Braskem (BRKM5) negocia entre as médias de 9 e 21 períodos, o que reforça o cenário lateral. Enquanto isso, o IFR em 49 permanece neutro, sem indicar direção clara.

Para retomar a alta, o papel precisa superar R$ 10,97 e, na sequência, confirmar força acima de R$ 12,35. Um rompimento mais relevante só ocorre acima de R$ 13,78, o que abriria espaço para R$ 15,12 e R$ 15,74.

Por outro lado, o risco está na perda dos suportes em R$ 9,52 e R$ 8,62. Caso isso aconteça, o ativo pode acelerar a queda até R$ 8,33, com risco de buscar níveis ainda mais baixos.

Estrutura ainda preocupa no médio prazo

No médio prazo, apesar da recuperação observada em 2026, a Braskem (BRKM5) ainda está inserida em uma tendência estrutural de baixa. Portanto, o movimento recente pode ser apenas uma correção dentro desse cenário maior.

Ainda assim, o papel tenta formar base próximo de R$ 9,82, enquanto o IFR em torno de 53 mantém leitura neutra. Para ganhar tração, será essencial romper novamente R$ 10,97 e mirar a região de R$ 13,78.

Se houver força acima desses níveis, o ativo pode avançar para R$ 15,12, R$ 18,19 (média de 200 períodos) e até R$ 20,98. No entanto, a perda de R$ 8,33 e R$ 7,25 pode reacender a tendência de queda, com risco de retorno à faixa de R$ 6,11.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.