
- BRAV3 recua apesar de alta de PETR4 e PRIO3
- Compra de US$ 450 milhões gera valor no longo prazo, segundo BTG
- Risco de execução e transição de CEO pesam no curto prazo
As ações da Brava Energia (BRAV3) reduziram as perdas ao longo do pregão desta segunda-feira (19), após caírem mais de 2% pela manhã. O movimento ocorreu na contramão das petroleiras, em meio à reação do mercado à recente aquisição de novos ativos.
Ainda assim, investidores seguem cautelosos com os impactos de curto prazo da compra dos campos de Tartaruga Verde e Espadarte, anunciada pela companhia nas últimas semanas.
Desempenho das ações
Por volta das 13h45, BRAV3 recuava apenas 0,1%, após liderar as quedas do setor mais cedo.
Ao mesmo tempo, a Petrobras (PETR4) avançava 0,2%, enquanto a PRIO (PRIO3) subia cerca de 1%.
Com isso, o mercado passou a diferenciar o risco específico da Brava do desempenho mais favorável das demais empresas do setor de óleo e gás.
Aquisição é positiva, mas exige digestão
Segundo o BTG Pactual, a compra dos ativos da Petronas por US$ 450 milhões é positiva no longo prazo.
De acordo com o banco, a transação pode gerar cerca de US$ 171 milhões em valor, o equivalente a R$ 2 por ação.
Por esse motivo, o BTG mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 23.
No entanto, apesar da leitura construtiva, o mercado ainda avalia os efeitos financeiros imediatos da operação.
Riscos no radar dos investidores
Para Ângelo Belitardo, gestor da Hike Capital, a reação negativa reflete um aumento momentâneo da percepção de risco.
Segundo ele, a aquisição amplia a escala, já que os ativos produziram cerca de 55,6 mil barris de óleo equivalente por dia em 2025.
No entanto, ao mesmo tempo, o negócio reacende dúvidas sobre financiamento, impacto no caixa, trajetória de alavancagem e prioridades de investimento.
Além disso, o gestor ressalta que a ação atravessa um período sensível, marcado pela troca no comando executivo.