
- Brava (BRAV3) compra 50% de ativos da Petronas por US$ 450 milhões, ampliando presença na Bacia de Campos
- Campos produzem cerca de 55,6 mil boe/d, reforçando geração de caixa e previsibilidade
- Empresa mantém foco em eficiência de capital e novas aquisições estratégicas
A Brava Energia (BRAV3) assinou um acordo para comprar 50% da participação da Petronas nos campos de Tartaruga Verde e no Módulo III de Espadarte, na Bacia de Campos, por US$ 450 milhões. Assim, a companhia amplia sua presença em ativos maduros e produtivos no Brasil.
Ao mesmo tempo, a empresa afirmou que a operação está alinhada à estratégia de diversificação do portfólio, além do foco em eficiência de capital e geração de valor aos acionistas, mantendo a avaliação de novas oportunidades no mercado.
Estratégia e transição na liderança
A aquisição ocorre, entretanto, poucos dias após a mudança no comando da companhia. Richard Kovacs assumirá como CEO a partir de fevereiro, após a renúncia de Décio Oddone, reforçando o discurso de continuidade estratégica.
Segundo a Brava, portanto, a transação segue a lógica de revisão contínua de portfólio, buscando ativos com retorno ajustado ao risco e maior previsibilidade operacional. Além disso, a companhia reiterou o compromisso com disciplina na alocação de capital.
Ainda assim, a gestão destacou que continuará analisando novas operações estratégicas, especialmente em um mercado que, atualmente, apresenta maior dinamismo entre petroleiras independentes.
Detalhes financeiros e produção
Do valor total, US$ 50 milhões foram pagos na assinatura do contrato. Outros US$ 350 milhões serão quitados no fechamento da operação, previsto para 2026, enquanto duas parcelas adicionais de US$ 25 milhões cada serão pagas em até 24 meses.
Considerando 100% dos ativos, os campos registraram, em 2025, produção média de 55,6 mil barris de óleo equivalente por dia, composta majoritariamente por petróleo. Dessa forma, o negócio fortalece o fluxo operacional da companhia.
A Petrobras (PETR4) permanece como operadora dos campos, com os outros 50% de participação. As concessões, por sua vez, têm vigência até 2039, garantindo horizonte de longo prazo.