Mudança

Brava (BRAV3) troca CEO e reforça controle dos acionistas na gestão

Saída de Décio Oddone abre espaço para Richard Kovacs no comando executivo e consolida modelo de “empresa de dono”.

Brava Energia (BRAV3)
Foto: Divulgação
  • Brava (BRAV3) anuncia saída de Décio Oddone do cargo de CEO
  • Richard Kovacs assume a presidência executiva a partir de fevereiro
  • Alexandre Cruz passa a presidir o conselho, reforçando controle dos acionistas

A Brava Energia (BRAV3) anunciou a renúncia de Décio Oddone ao cargo de diretor-presidente, em um movimento de sucessão já previamente planejado pelo Conselho de Administração. Para o seu lugar, foi eleito Richard Kovacs, até então presidente do conselho da companhia.

A mudança reforça a estratégia dos principais acionistas, Yellowstone, JiveMauá e Queiroz Galvão, de assumir diretamente a condução da petroleira, aprofundando o modelo de gestão mais centralizada e alinhada aos controladores.

Richard Kovacs assume o comando executivo

Segundo fato relevante, Richard Kovacs permanecerá como CEO a partir de 1º de fevereiro de 2026, após um período de transição até o fim de janeiro. O executivo é atualmente CEO da eBrasil, operadora de usinas térmicas que possui o mesmo controlador da Yellowstone.

A companhia destacou que a escolha garante continuidade da estratégia de longo prazo, além de preservar a disciplina de capital, segurança operacional e eficiência, pilares centrais do plano da empresa desde sua criação.

Portanto, em função da nova posição, Kovacs renunciou ao cargo de presidente do Conselho de Administração, mas seguirá como membro do colegiado.

Alexandre Cruz assume presidência do conselho

Para ocupar a presidência do Conselho de Administração, a Brava nomeou Alexandre Cruz, CEO e um dos fundadores da gestora JiveMauá.

Além disso, o executivo possui formação em Economia pela USP, Direito pela PUC-SP e pós-graduação pela FGV.

Desse modo,Cruz também acumula passagens pela Ernst & Young e pelo Banco Santander, além de atuar diretamente na gestão de investimentos do bloco controlador da companhia.

Estratégia de “empresa de dono” ganha força

Apesar do reconhecimento ao trabalho de Décio Oddone, que liderou a companhia desde sua criação em agosto de 2025, os acionistas nunca esconderam a intenção de transformar a Brava em uma “empresa de dono”, com maior protagonismo direto nas decisões estratégicas.

Na avaliação do mercado, o movimento não altera de forma relevante a estratégia operacional.

Por fim, a ação reforça a busca por melhor comunicação e relacionamento com investidores, linha já sinalizada anteriormente com a escolha do novo CFO.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.