
- BRB comprará 58% do Banco Master e criará conglomerado de R$ 100 bilhões em ativos.
- Daniel Vorcaro, atual dono do Master, ficará fora da gestão.
- Integração inclui o Will Bank e deve elevar o lucro do BRB para R$ 2,7 bi até 2029.
O Banco de Brasília (BRB) confirmou nesta sexta-feira (22) os detalhes da compra do Banco Master, em operação que pode criar um novo conglomerado financeiro com R$ 100 bilhões em ativos.
Segundo fato relevante enviado ao mercado, o atual controlador do Master, Daniel Vorcaro, ficará de fora da gestão do novo banco, que terá administração definida por um novo acordo de acionistas.
Estrutura da operação
O BRB anunciou em março a intenção de adquirir 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais do Master, totalizando 58% do capital. O valor inicial de ativos do Master foi estimado em R$ 24 bilhões.
Somados aos números do BRB, o resultado será um conglomerado prudencial com peso nacional. A instituição defende que a operação dará origem a um portfólio mais completo de produtos e maior eficiência operacional.
De acordo com o plano, o pagamento será dividido: 50% à vista e até 50% em conta escrow por seis anos, como garantia contratual.
Expansão estratégica
A compra está alinhada à estratégia do BRB de se consolidar como um banco público de alcance nacional. A instituição prevê sinergias em câmbio, mercado de capitais, crédito consignado e atacado.
Além disso, a incorporação do Will Bank, braço digital do Master, ampliará a atuação no mercado digital, reforçando a presença em clientes de varejo.
Portanto, segundo comunicado, a integração deve gerar ganhos de escala, diversificação de receitas e aumento da rentabilidade.
Projeções financeiras
Pelo plano de negócios, a aquisição pode acrescentar cerca de R$ 1,5 bilhão ao resultado do BRB em cinco anos, levando o lucro líquido a R$ 2,7 bilhões em 2029.
Ademais, as estimativas incluem lucro líquido de R$ 1,254 bilhão em 2025, estabilidade em 2026, e forte avanço a partir de 2027, com quase R$ 2,7 bilhões em 2029.
Por fim, o Cade já aprovou a operação, mas o Banco Central ainda não concluiu a análise para autorizá-la.