
- Eficiência, redução de custos e novos projetos sustentam tese otimista para o médio prazo.
- Prio (PRIO3) recebe novas recomendações de compra, com projeções de forte valorização.
- BTG vê ciclo de expansão operando a pleno ritmo e geração de caixa relevante a partir de 2026.
A Prio (PRIO3) voltou ao centro das atenções após novas recomendações de compra reforçarem a confiança no ciclo de expansão da companhia. A XP elevou as projeções e apontou que a empresa mantém uma cultura operacional robusta, vista como peça-chave para ampliar os retornos aos acionistas.
Além disso, o BTG Pactual reiterou que a petroleira atravessa uma fase decisiva, impulsionada por ativos mais eficientes, captura de sinergias e avanço consistente nos projetos estratégicos, como Wahoo e Peregrino.
Expansão operacional reforça tese otimista
De acordo com o BTG, a Prio negocia a múltiplos atrativos diante das projeções para os próximos anos. A instituição destaca que a base de ativos avança para um período de maior eficiência e menor custo, o que pode destravar geração de caixa relevante entre 2026 e 2027. Além disso, o banco estima que o papel tem potencial de valorização superior a 40%, rumo ao preço-alvo de R$ 56.
Às 13h15, os investidores negociavam as ações a R$ 39,67, alta de 0,81%. Segundo o indicador de preço-justo do InvestingPro, o papel teria espaço para subir até R$ 41,96, conforme sete modelos de valuation utilizados pela plataforma.
Com Wahoo perto do primeiro óleo e Albacora Leste em integração avançada, analistas afirmam que a empresa mantém ritmo forte de execução. O banco acredita que os projetos devem sustentar a meta de 200 mil barris diários em 2026, consolidando o ciclo de expansão.
Eficiência e redução de custos ditam estratégia
No campo de Peregrino, o BTG ressalta o plano de economia anual de US$ 300 milhões, capaz de reduzir custos para algo entre US$ 8 e US$ 9 por barril. Esse avanço é visto como essencial para manter margens elevadas, mesmo em cenários de Brent mais pressionados.
A instituição reforça que a empresa adota postura disciplinada na alocação de capital, evitando aquisições que não entreguem retorno. Por isso, a preferência tem sido desenvolver seus próprios ativos, priorizando eficiência e mantendo taxa interna de retorno acima de 20% com Brent a US$ 60.
Essa abordagem, segundo os analistas, sustenta a reputação da Prio como companhia focada em rentabilidade e execução, com capacidade de capturar valor sem assumir riscos excessivos em M&A.
Caixa forte pode destravar dividendos já em 2026
O relatório aponta que 2026 deverá marcar o início de um ciclo de geração de caixa robusta, o que pode permitir que a Prio inicie o pagamento de dividendos entre o fim de 2026 e o começo de 2027. O retorno ao acionista pode atingir 16%, chegando a 27% se desconsideradas operações de M&A.
O BTG também projeta crescimento expressivo de Ebitda até 2027, acompanhado de melhora no RoIC. Como resultado, os múltiplos tendem a recuar, refletindo avanços em eficiência e produção.
Ainda assim, o banco cita riscos como atrasos em licenças, desempenho fraco em alguns poços e sensibilidade às oscilações do preço internacional do petróleo.