
- BTG eleva recomendação de Petrobras (PETR4; PETR3) para compra
- Banco aumenta preço-alvo dos ADRs para US$ 21
- Tese se apoia em escassez de ativos, crescimento da produção e dividendos
O BTG Pactual elevou a recomendação para as ações da Petrobras (PETR4; PETR3) de neutra para compra, destacando que a estatal continua bem posicionada no atual ciclo do petróleo.
O banco também revisou o preço-alvo dos ADRs da companhia para US$ 21, ante US$ 15 anteriormente, refletindo perspectivas mais fortes de geração de caixa e dividendos.
1. Escassez de grandes petroleiras emergentes
O primeiro fator citado pelo BTG Pactual é o chamado “valor de escassez” da Petrobras (PETR4; PETR3).
Segundo o banco, existem poucas companhias integradas de energia em mercados emergentes com porte e liquidez comparáveis.
Além disso, o relatório destaca que as eleições presidenciais de 2026 no Brasil podem atuar como catalisador, caso reduzam a percepção de risco sobre a empresa.
2. Produção competitiva no pré-sal
O segundo ponto envolve o perfil de produção da Petrobras (PETR4; PETR3).
O BTG projeta crescimento médio de 3,3% ao ano entre 2025 e 2028. Impulsionado principalmente por novos sistemas de produção no pré-sal, como no campo de Búzios.
Na visão dos analistas, a estatal combina escala de produção elevada e baixo custo de extração, o que fortalece sua competitividade frente a rivais globais.
3. Forte geração de caixa e dividendos
O terceiro fator está ligado à capacidade de geração de caixa da Petrobras (PETR4; PETR3).
Ademais, com o petróleo Brent em torno de US$ 80 por barril, o banco estima que a companhia voltará a gerar caixa excedente nos próximos trimestres.
Portanto, nesse cenário, o BTG projeta dividend yield de cerca de 9% em 2026 e retorno de 11% em 2027, mesmo considerando Brent próximo de US$ 70.