
- Cade aprova entrada da IG4 como acionista da Braskem (BRKM5)
- IG4 dividirá participação com a Petrobras (PETR3;PETR4)
- Novonor permanecerá com cerca de 4% da petroquímica
A Superintendência-Geral do Cade aprovou sem restrições a entrada da IG4 como acionista da Braskem (BRKM5), segundo despacho publicado nesta sexta-feira.
A operação envolve a venda da participação da Novonor na petroquímica. Com isso, a IG4 passará a dividir o controle da companhia com a Petrobras (PETR3;PETR4). A decisão se tornará definitiva em até 15 dias, caso o tribunal do Cade não decida revisar o caso ou terceiros não apresentem recursos.
Cade não vê risco à concorrência
Segundo parecer da Superintendência do Cade, a operação não apresenta riscos ao ambiente concorrencial.
Nesse sentido, o órgão destacou que a transação não deve gerar prejuízos competitivos no mercado petroquímico, apesar da complexidade societária envolvida no negócio.
Assim, sem restrições impostas pelo regulador, o processo agora segue para a etapa final de consolidação da nova estrutura acionária.
Nova estrutura acionária da Braskem
Com a operação, a IG4 se tornará acionista relevante da Braskem (BRKM5) ao lado da Petrobras (PETR4).
Além disso, a Novonor ainda permanecerá com cerca de 4% da companhia, após a venda da maior parte de sua participação.
Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a aprovação do Cade representa “uma etapa absolutamente necessária” para a assinatura de um novo acordo de acionistas.
Sinergias com o sistema Petrobras
A expectativa é que o novo acordo permita maior integração operacional entre a Braskem e o sistema Petrobras.
Ademais, essa mudança pode melhorar sinergias industriais e logísticas entre as empresas, especialmente no fornecimento de insumos petroquímicos.
Portanto, o movimento também é visto pelo mercado como um passo importante para reorganizar a governança da Braskem após anos de incertezas societárias.