Resultado negativo

CBA (CBAV3) amplia prejuízo em 193% no 4º tri e balanço levanta alerta no setor de alumínio

Mesmo com recuperação operacional e alta no preço do metal, resultado contábil da companhia segue pressionado.

aluminio cba
aluminio cba
  • CBA (CBAV3) registrou prejuízo de R$ 164 milhões no 4º trimestre, alta de 193% na comparação anual
  • Ebitda ajustado caiu 47%, embora tenha avançado frente ao trimestre anterior
  • Preço do alumínio subiu 10% no mercado internacional, apoiando perspectiva de recuperação

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3) registrou prejuízo líquido de R$ 164 milhões no quarto trimestre de 2025, ampliando em 193% a perda frente ao mesmo período do ano anterior.

Apesar do resultado negativo, a empresa afirma que parte do impacto veio de efeitos contábeis ligados a contratos futuros de energia e hedge de exportações, sem impacto imediato no caixa.

Ebitda despenca mesmo com preço do alumínio mais alto

O Ebitda ajustado da CBA (CBAV3) somou R$ 257 milhões, queda de 47% na comparação anual. Ainda assim, frente ao terceiro trimestre, o indicador apresentou alta de 10%, indicando melhora operacional recente.

Enquanto isso, a receita líquida atingiu R$ 2,2 bilhões, recuo de 4% na comparação anual. Segundo a companhia, o desempenho reflete ajustes operacionais após dificuldades na produção de alumina ao longo do ano.

Ao mesmo tempo, o preço médio do alumínio na London Metal Exchange (LME) chegou a US$ 2.827 por tonelada, avanço de 10% em relação ao ano anterior, sustentado pela expectativa de corte de juros nos EUA e maior demanda global por commodities.

Vendas crescem, mas consumo industrial ainda limita recuperação

O volume total de vendas de alumínio atingiu 128 mil toneladas, crescimento de 2% na comparação anual, embora tenha registrado leve queda de 3% frente ao trimestre anterior, refletindo a sazonalidade do período.

O segmento de alumínio primário foi destaque, com 71 mil toneladas vendidas, alta de 8%, impulsionado pela maior demanda por lingotes. Já o segmento de transformados recuou 8%, acompanhando o ritmo mais moderado da atividade industrial.

No fim do trimestre, a companhia reportou dívida líquida de R$ 3,2 bilhões, com alavancagem de 2,97 vezes. Segundo a administração, a expectativa é reduzir esse indicador ao longo de 2026 conforme o Ebitda retorne a níveis normalizados.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.