
- Cemig (CMIG4) estuda medidas para aliviar reajuste tarifário
- Aneel deve aprovar alta média de 6,5% na conta de luz
- Governo mineiro avalia redução de carga tributária
A Cemig (CMIG4) afirmou que estuda medidas para reduzir o impacto do reajuste da tarifa de energia elétrica sobre consumidores de Minas Gerais.
A declaração ocorre antes da decisão da Aneel sobre o novo aumento tarifário da distribuidora, previsto para entrar em vigor em 28 de maio.
Conta de luz deve subir acima da inflação
A proposta em análise na Aneel prevê reajuste médio de 6,5% para os consumidores da companhia.
Além disso, o aumento estimado para clientes residenciais é de 5,2%, enquanto consumidores de alta tensão poderão enfrentar alta de 9,43%.
O índice supera a inflação acumulada dos últimos 12 meses, que ficou em 4,39%.
Empresa culpa custos não gerenciáveis
Segundo o presidente da companhia, Alexandre Ramos, o reajuste está ligado principalmente a custos que não são controlados pela distribuidora.
Entre eles estão despesas relacionadas a leilões de energia e encargos do setor elétrico.
Enquanto isso, a companhia afirmou que avalia mecanismos legais, tributários e regulatórios para tentar reduzir o impacto final ao consumidor.
Governo de MG avalia medidas tributárias
A empresa também informou que o governo de Minas Gerais analisa alternativas envolvendo a carga tributária incidente sobre a conta de luz.
Hoje, aproximadamente 35% da tarifa corresponde a tributos, enquanto transmissão representa 37% e o custo direto da energia responde por 28%.
O mercado acompanha o tema porque tarifas de energia continuam sendo um dos principais fatores de pressão sobre inflação e consumo no país.