Aposta

Como a Maha pode destravar valor bilionário com a nova Venezuela

Empresa tem opção sobre campo petrolífero estratégico e avalia movimento após mudança política no país.

Como a Maha pode destravar valor bilionário com a nova Venezuela
  • Maha detém opção barata sobre ativo petrolífero bilionário na Venezuela
  • Mudança política pode destravar valor altamente assimétrico
  • Venda do ativo pode ser transformacional para a empresa

A prisão de Nicolás Maduro e a possível mudança de regime na Venezuela reacenderam o interesse de investidores em ativos de petróleo no país, abrindo espaço para operações altamente assimétricas.

Entre as empresas expostas a esse cenário está a Maha Capital, listada na Bolsa de Estocolmo e controlada pela gestora brasileira Starboard, que detém uma opção relevante sobre um campo petrolífero venezuelano.

Opção estratégica sobre campo da Venezuela

A Maha possui uma opção de compra sobre 40% do campo de Petrourdaneta, atualmente pertencentes à Novonor.

Ademais, a PDVSA mantém os outros 60% do ativo.

Essa opção foi adquirida em 2023, por US$ 5 milhões, e pode ser exercida até maio, mediante pagamento adicional de US$ 5 milhões.

Campo tem potencial de multiplicar produção

Localizado próximo a Maracaibo, o campo hoje produz cerca de 2 mil barris por dia, bem abaixo do seu potencial histórico.

Nos anos 1950, a produção chegou a 250 mil barris diários.

A estimativa da Maha é que, após revitalização, o ativo possa alcançar 40 mil barris/dia em quatro anos.

Valor potencial supera o valor de mercado

O campo possui 1 bilhão de barris em reservas estimadas, com potencial de recuperação de 300 milhões de barris.

Além disso, aplicando um múltiplo conservador de 2,5x EV/reservas, o ativo poderia valer US$ 750 milhões, dos quais US$ 300 milhões corresponderiam à participação da Maha.

Hoje, a empresa vale cerca de US$ 150 milhões, com US$ 120 milhões em caixa. Após a fusão com a fintech Keo, o market cap estimado sobe para US$ 300 milhões.

Estratégia não é operar, mas vender

Caso exerça a opção, a Maha não pretende operar o campo, mas buscar um comprador estratégico.

A Chevron, que atua em campos vizinhos, surge como candidata natural.

Isso dada a possibilidade de sinergia entre óleo pesado e leve, o que reduziria custos e aumentaria eficiência.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.